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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Uma data que viverá na infâmia

Franklin Roosevelt recebeu as notícias sobre o ataque à base militar norte-americana em Pearl Harbor, reuniu com os seus assessores e, depois, escreveu o texto do pedido de declaração de guerra ao Japão que haveria de propor ao Congresso.

No dia seguinte, 8 de Dezembro de 1941, o presidente dos EUA dirigiu-se ao Congresso com um dos seus discursos mais famosos:

“Sr. vice-presidente, e sr. presidente, e membros do Senado, da Câmara dos Representantes:
Ontem, 7 de Dezembro de 1941, uma data que viverá na infâmia, os Estados Unidos da América foram surpreendidos e deliberadamente atacados pelas forças navais e aéreas do Império do Japão.
Os Estados Unidos estavam em paz com essa nação e, a pedido do Japão, estava-se ainda em conversações com o seu Governo e o seu imperador, procurando manter a paz no Pacífico. Efectivamente, uma hora depois dos esquadrões aéreos japoneses começarem a bombardear Oahu, o embaixador japonês nos Estados Unidos e o seu colega entregaram ao secretário de Estado uma resposta formal à recente mensagem norte-americana. Esta resposta referia que parecia inútil continuar com as negociações diplomáticas existentes, mas não continha a possibilidade de um golpe de guerra ou de um ataque armado.
É de registar que, dada a distância do Havai ao Japão, parece óbvio o ataque ter sido deliberadamente planeado desde há muitos dias ou mesmo semanas atrás. Durante o ataque, o governo japonês procurou deliberadamente enganar os Estados Unidos com afirmações falsas e expressões de esperança na continuação da paz.
O ataque de ontem às ilhas do Havai causou sérios danos às forças navais e militares norte-americanas. Perderam-se muitas vidas norte-americanas. Adicionalmente, foi relatado que alguns navios norte-americanos foram torpedeados em alto-mar, entre São Francisco e Honolulu.
Ontem o governo japonês também lançou um ataque contra a Malásia. Esta noite, forças japonesas atacaram Hong Kong. Esta noite, forças japonesas atacaram Guam. Esta noite, forças japonesas atacaram as ilhas das Filipinas. Esta noite, forças japonesas atacaram a ilha de Midway.
Portanto, o Japão iniciou uma ofensiva surpresa estendendo-se a toda a área do Pacífico. Os factos de ontem falam por si. O povo dos Estados Unidos já formaram as suas opiniões e compreendem bem as implicações para a própria vida e segurança da nação.
Como comandante-em-chefe do Exército e Marinha, ordenei que sejam tomadas todas as medidas para a nossa defesa. Iremos sempre recordar o carácter do ataque perpetrado contra nós. Não importa o quanto irá demorar para superar esta invasão premeditada, o povo norte-americano no seu justo poder vencerá até à vitória absoluta.
Acredito que interpreto a vontade do Congresso e do povo, quando asseguro que não só nos iremos defender até ao impossível mas iremos assegurar que esta forma de traição nunca mais nos volte a ameaçar. As hostilidades existem. Não existem dúvidas no facto do nosso povo, o nosso território, e os nossos interesses estarem em grande perigo.
Com confiança nas nossas forças armadas – com a grande determinação do nosso povo – nós iremos alcançar o triunfo inevitável – por isso, Deus ajuda-nos.
Peço ao Congresso para declarar, devido ao não provocado ataque cobarde do Japão no domingo 7 de Dezembro, que existe um estado de guerra entre os Estados Unidos e o império do Japão”.

A declaração foi aprovada, praticamente por unanimidade, no Senado e na Câmara dos Representantes, e três dias depois, os aliados do Japão, Alemanha e Itália, declaram guerra aos Estados Unidos da América.

Do resto da História sabemos nós.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Morreu Joaquim Castro Caldas


Sem ti, a cultura do Porto ficou ainda mais pobre.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Esperar de balde...

Rui Rio recandidata-se à presidência da Câmara Municipal do Porto e nem sequer precisa que os órgãos nacionais do seu partido digam se pode, ou não, assim ser. Já está anunciado, e com toda a frontalidade. As estruturas distritais do PSD e do CDS entenderam-se, e a quem coube o papel de moço do recado também não sobraram dúvidas - "Era o que mais haveria de faltar eu esperar por indicações nacionais", traduziu em Português claro e conciso Marco António Costa, essa coisa com duas pernas que passa a vida a insinuar-se aos jornalistas e à Comunicação Social sentada e que também é líder distrital do PSD/Porto.

Ora, assim sendo, talvez tenha chegado a hora de a Oposição aprender a ler nas entrelinhas. O PS, sozinho, nunca mais lá vai. O PCP, perdão!, a CDU também não. E o BE muito menos. Então, de que está a Oposição à espera? De alguma "fruta" que manche o lençol? Um "apito" que borre a escrita? Bem podem ficar sentados à espera, que vão esperar de balde... e, debalde, desesperar!

A imagem nacional de Rui Rio está colada à honestidade, ao trabalho e à simplicidade que soube "separar as águas" da cidade da sua fonte de corrupção e de mafiosidade (o clube...). E o todo nacional pouco se está a "lixar", acho que nem chega, sequer, a perceber, com o custo dessa imagem, porque não vive no Porto, não tem de levar com as "birras" pessoais, nem com o nepotismo e o terrorismo municipal em tudo o que devia ser área de intervenção cívica... dos cidadãos.

A Oposição (local e regional) não percebe - em nome, sabe-se lá de que interesses (nacionais?) - e os portuenses e o Norte que se lixem! Vão levar com mais Rui Rio.

Vão levar os portuenses com mais Rui Rio, e vão levar os portugueses com Rui Rio depois do PS perder a maioria absoluta na Assembleia da República, depois do Governo cair lá para 2011 e depois do PSD chutar Manuela Ferreira Leite (agora com delicadeza...). Aí vamos todos ficar cinzentos, feios e tristes, como está a cidade do Porto.

Pode ser que nessa altura se perceba o que está a acontecer.