Filme para um tempo de Antena do Bloco de Esquerda das Europeias 2009, integrado na série Fantasbloco.
Com António Capelo António Simão António Castelo Pedro Carraca Sérgio Grilo Realização: Manuel Pureza Montagem: João Salaviza Fotografia: Vasco Viana Direcção de Arte: Nadia Henriques Figurinos e Assistência de Decoração: Maria Ribeiro Maquilhagem: Rita Álvares Pereira Assistência de Imagem: Inês Pestana Som: Carlos Conceição Produção: Bruno Cabral.
terça-feira, 26 de maio de 2009
FANTASBLOCO - Interrogatório a um precário
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Mensagem URGENTE
Desde o ínicio deste ano, a crise conta-se da seguinte forma quanto às suas consequências sociais:
* Faianças Bordalo Pinheiro: 150 trabalhadores
* Toyota Caetano Portugal: 360 trabalhadores
* Tyco Eletronics Portugal: 1600 trabalhadores
* PSA Peugeot-Citroen: 1400 trabalhadores
* AutoEuropa: 250 trabalhadores
* Impala: 500 trablhadores
* Mitsubishi: 350 trabalhadores
* Controlinveste: 122 trabalhadores
* Aerosoles: 1360 trabalhadores
* Marcopolo: 220 trabalhadores
* Jornal da Madeira: 20 trabalhadores
* Borgstena: 112 trablhadores
* Philips: 70 trabalhadores
* Faurecia: 250 trabalhadores
* Sonae Indústria: 42 trabalhadores
* Delphi: 585 trabalhadores
* Suberus: 300 trabalhadores
* Ecco: 177 trabalhadores
* Intipor: 140 trabalhadores
* Santogal: 1400 trabalhadores
* Euronadel: 182 trabalhadores
* Frutinatura: 30 trabalhadores
* Corticeira Amorim: 118 trabalhadores
* Edscha: 180 trabalhadores
* Tsuzuki: 100 trabalhadores
* CPM: 60 trabalhadores
* Fehst: 170 trabalhadores
* Carfer: não divulgado o número de trabalhadores
* Dinkin: 115 trabalhadores
* AP- Amoníaco: 152 trabalhadores
* Leoni: 700 trabalhadores
* Coindu: 200 trabalhadores
* Fleximpor: 73 trabalhadores
* Toyota Salvador Caetano: 350 trabalhadores
* Renault Cacia: 1100 trabalhadores
* Sodecia: 104 trabalhadores
Entretanto o Instituto do Emprego e Formação Profissional divulgou que, só em Janeiro deste ano, inscreveram-se nos centros de emprego 70.334 trabalhadores desempregados, o que represeenta um aumento de 27,3% em relação a igual mês de 2008 e um aumento de 44,7% relativamente a Dezembro!
Alguém faça, por favor, chegar estes números a quem de direito, a quem pode fazer alguma coisa de concreto.
às
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Depois não digas que não avisei
Já está, encontrei-o!
Desculpem qualquer coisinha, mas vou ter muito que fazer neste fim-de-semana alargado.
às
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
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Vudu
Está complicado, por aqui, regressar à normalidade. Ao fim da tarde de ontem, enquanto engolia uma cigarro à velocidade da luz, após três horas de traça, passou-me pela cabeça, sem que ainda agora perceba porquê, vasculhar a tralha caseira até encontrar um bonequinho ridículo deitado numa caixinha de madeira no qual, supostamente, poderei praticar… vudu! Não sou nada atreito a essas coisas, mas, no momento em que repego no assunto, a ideia agrada-me. Se não o encontrar num caixote qualquer, vou à FNAC buscar um.
às
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Sheep
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Pigs on the wind
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In the flesh
Ainda (e sempre) a propósito dos porcos.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Vampiros
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
às
terça-feira, janeiro 20, 2009
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Pigs
Não confundir, por favor, com leitões... in the space! :-)
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
A quem aproveita, afinal, o banzé montado por todo o país?
À hora a que componho estas linhas decorre a mais aguardada reunião da Batalha da actualidade. Vão, ou não, os camionistas levantar a paralisação que, em três dias apenas, virou o país ao contrário?
Não me excito nem deixo de me entusiasmar com o protesto dos camionistas (e independentemente de ele ser, ou não legal). Estranho que as estruturas organizadas habitualmente envolvidas na defesa dos direitos dos seus associados (não, não me refiro, em exclsivo à CGTP...) estejam em silêncio absoluto, estranho a apatia do Governo (tanto tempo para reagir neste caso, em contraponto com a célere resposta que é sempre dada em tratando-se, por exemplo, de maquinistas dos caminhos-de-ferro, médicos ou pilotos da aviação civil), estranho, e sobretudo agora, o "entendimento" (ou será que foi "acordo"?) alcançado esta quarta-feira entre Governo e ANTRAM (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias), que sempre se opôs ao protesto.
As linhas gerais do "acordo" (ou será que foi "entendimento"?) entretanto divulgadas apontam para:
- portagens reduzidas, no período nocturno, para profissionais do sector do transporte de mercadorias;
- majoração das despesas de combustíveis para efeito de despesas em sede de IRC, num mínimo de 20%, a manutenção do valor do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) em 2009, bem como o Imposto de Camionagem nos valores de 2007 durante os próximos três orçamentos do Estado;
- indexação do frete ao custo do aumento dos combustíveis;
- prazo máximo de 30 dias para pagamento de facturas dos transportadores, com coimas para os casos de incumprimento;
- forma especial de pagamento do IVA, já em vigor para o próximo ano fiscal;
- apoios específicos para a renovação de frotas e para o abate de veículos em fim de vida;
- e, subsídios para a formação profissional.
Dá, inclusive, para os grandes transportadores - que nunca estiveram, recorde-se, ao lado desta paralisação - manterem intactos seus "índices de produtividade", leia-se, lucros. É certo que os fretes serão mais caros sempre que o gasóleo subir nas bombas e que terão de pagar serviços a 30 dias, mas a majoração das despesas de combustíveis, a forma especial de pagamento do IVA e, sobretudo, os apoios à renovação de frotas beneficiarão, essencialmente, os detentores de muitos veículos, quantos mais melhor.
Por isso continuo sem excitações nem entusiasmos, e na expectativa do que sairá, com efeitos práticos, da reunião à porta fechada da Batalha - a paralisação é dos pequenos e médios empresários, ou estes foram devidamente instrumentalizados? A quem aproveita, afinal, o banzé montado por todo o país?
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Um mundo à deriva e vazio de ideias
Todos temos (uns mais, outros menos…) a sensação de que o país (e a Europa, e o Mundo…) parece estar a rebentar pelas costuras. Pessoalmente acredito que a crise está aí e para durar. Hoje, ouvi contar uma história que, a ser verdade (um dos intervenientes jura, a pés juntos, que sim), ilustra bem o que acaba de ser escrito: um mundo a desfazer-se aos bocados, sem valores, completamente à deriva e vazio de ideias para resolver os problemas.
Uma empresa, cujo nome não revelo aqui por razões óbvias, necessita de fazer uma contratação para os três meses de Verão, tal como sucede em todos os períodos de férias desde o seu primeiro ano de existência. Os candidatos – escolhidos pelo científico método do conheces alguém que? – apresentaram-se à entrevista marcada e todos ouviram algo deste tipo:
– É um contrato por três meses, de 15 de Junho a 15 de Setembro, e o horário de trabalho é entre as seis da tarde e as duas manhã. Como vem fazer substituições neste período de férias não há folgas e o vencimento será o equivalente ao subsídio de alimentação em vigor na empresa, contra a apresentação de recibo verde. Que tal?
UE ameaça direito social com 91 anos!
Pode ler-se aqui que a União Europeia parece disposta a querer recuar 91 anos em matéria de direitos sociais! O projecto é tão irracional que nem os patrões devem acreditar nele, digo eu, mas sobre o assunto ainda não ouvi rigorosamente nada do senhor ministro Vieira da Silva. Ou será que o Grande Explicador do Código de Trabalho é que vai dizer à malta como é que devia ser?
quinta-feira, 5 de junho de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
João Proença, o grande explicador do Código de Trabalho
Quem clicar na imagem ou aqui tem direito à notícia em causa.
terça-feira, 1 de abril de 2008
MayDay!!

Esta semana entramos em Abril e falta um mês para o dia 1 de Maio. É hora de começar a ultimar a chamada MayDay!! e preparar a parada do precariado. O MayDay!! lançou hoje um sticker para divulgar na internet para que a parada tome conta da blogosfera e dos outros sítios. Junta ao teu blogue, hi5, MySpace e divulga pelos teus contactos.
Linka: www.maydaylisboa.net
E a precariedade está presente em muitos espaços das nossas vidas: quando o teu patrão recebe milhares e tu não tens dinheiro que chegue até ao fim do mês, quando trabalhas 10 horas por dia mas não sabes se vais ter emprego na próxima semana, quando o ensino superior está comprometido com interesses económicos e só estudas se puderes pagar (muito!), quando as rendas são tão altas que a tua independência é impossível, quando a cultura é para tão poucos, quando tens que viver e trabalhar clandestinamente e sem acesso aos direitos mais básicos, quando os cuidados de saúde públicos desaparecem da tua área, quando, pelo simples facto de seres mulher, recebes menos que O teu colega de trabalho, quando tens que esconder os teus afectos e relações?
O Mayday!! é a revolta contra tudo isto no dia 1 de Maio. Com força. Com acção. Com alegria.
É juntar pessoas muito diferentes em torno de uma vontade comum: Viver! Não sobreviver.
