sábado, 23 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
Histórias do "ranger" Froufe Andrade

"Não sabes como vais morrer" é o título de um novo título da autoria de Jaime Froufe Andrade, incluído na Colecção Memória Perecível, editado pela Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto.
Trata-se de um conjunto de oito histórias da guerra colonial que o autor viveu em primeira pessoa durante a sua comissão de serviço em Moçambique, como alferes miliciano de Operações Especiais ("rangers"), entre 1968 e 1970.
São outros tantos retratos da vida que centenas de milhar de jovens portugueses viveram, nos anos da guerra colonial, no meio do "mato", em Moçambique, Angola ou na Guiné-Bissau.
As histórias são escritas com dramatismo, em que cabem momentos de humor, perplexidade, angústia e ansiedade, mas também a profundidade psicológica, que faltam a muitos relatos de guerra.
As pelo menos duas gerações de portugueses que viveram a guerra em África reconhecer-se-ão facilmente nestas linhas escritas por Froufe Andrade.
Noutro capítulo, o autor narra o regresso atribulado de Moçambique a Portugal, a bordo do navio Vera Cruz, sobrelotado com três mil militares.
Quando navegava perto do Cabo da Boa Esperança (o mítico Cabo das Tormentas de Camões), na África do Sul, o enorme navio foi atingido, na sequência do efeito conjunto de duas ondas sísmicas e de uma tempestade, por gigantescas vagas, sofrendo graves avarias e tendo estado a ponto de soçobrar.
As circunstâncias desta viagem são narradas em primeira pessoa por Froufe Andrade e ainda por um conjunto de 12 depoimentos por ele próprio recolhidos junto de outros militares, oficiais, sargentos e praças, que consigo viajaram.
O autor entrevistou ainda o oficial-piloto que estava de turno na ponte de comando do navio e pesquisou ainda o diário de bordo do navio, no Arquivo Central da Marinha, onde recolheu elementos dos dois comandantes que seguiam a bordo, o comandante do navio e o comandante dos militares a bordo.
Jaime Froufe Andrade, nasceu em 1945, no Porto. É jornalista profissional, trabalhou durante muitos anos do Jornal de Notícias e integra actualmente os quadros da revista Notícias Magazine, distribuída semanalmente com o aquele jornal portuense e com o lisboeta Diário de Notícias.
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Uma data que viverá na infâmia
Franklin Roosevelt recebeu as notícias sobre o ataque à base militar norte-americana em Pearl Harbor, reuniu com os seus assessores e, depois, escreveu o texto do pedido de declaração de guerra ao Japão que haveria de propor ao Congresso.
No dia seguinte, 8 de Dezembro de 1941, o presidente dos EUA dirigiu-se ao Congresso com um dos seus discursos mais famosos:
“Sr. vice-presidente, e sr. presidente, e membros do Senado, da Câmara dos Representantes:
Ontem, 7 de Dezembro de 1941, uma data que viverá na infâmia, os Estados Unidos da América foram surpreendidos e deliberadamente atacados pelas forças navais e aéreas do Império do Japão.
Os Estados Unidos estavam em paz com essa nação e, a pedido do Japão, estava-se ainda em conversações com o seu Governo e o seu imperador, procurando manter a paz no Pacífico. Efectivamente, uma hora depois dos esquadrões aéreos japoneses começarem a bombardear Oahu, o embaixador japonês nos Estados Unidos e o seu colega entregaram ao secretário de Estado uma resposta formal à recente mensagem norte-americana. Esta resposta referia que parecia inútil continuar com as negociações diplomáticas existentes, mas não continha a possibilidade de um golpe de guerra ou de um ataque armado.
É de registar que, dada a distância do Havai ao Japão, parece óbvio o ataque ter sido deliberadamente planeado desde há muitos dias ou mesmo semanas atrás. Durante o ataque, o governo japonês procurou deliberadamente enganar os Estados Unidos com afirmações falsas e expressões de esperança na continuação da paz.
O ataque de ontem às ilhas do Havai causou sérios danos às forças navais e militares norte-americanas. Perderam-se muitas vidas norte-americanas. Adicionalmente, foi relatado que alguns navios norte-americanos foram torpedeados em alto-mar, entre São Francisco e Honolulu.
Ontem o governo japonês também lançou um ataque contra a Malásia. Esta noite, forças japonesas atacaram Hong Kong. Esta noite, forças japonesas atacaram Guam. Esta noite, forças japonesas atacaram as ilhas das Filipinas. Esta noite, forças japonesas atacaram a ilha de Midway.
Portanto, o Japão iniciou uma ofensiva surpresa estendendo-se a toda a área do Pacífico. Os factos de ontem falam por si. O povo dos Estados Unidos já formaram as suas opiniões e compreendem bem as implicações para a própria vida e segurança da nação.
Como comandante-em-chefe do Exército e Marinha, ordenei que sejam tomadas todas as medidas para a nossa defesa. Iremos sempre recordar o carácter do ataque perpetrado contra nós. Não importa o quanto irá demorar para superar esta invasão premeditada, o povo norte-americano no seu justo poder vencerá até à vitória absoluta.
Acredito que interpreto a vontade do Congresso e do povo, quando asseguro que não só nos iremos defender até ao impossível mas iremos assegurar que esta forma de traição nunca mais nos volte a ameaçar. As hostilidades existem. Não existem dúvidas no facto do nosso povo, o nosso território, e os nossos interesses estarem em grande perigo.
Com confiança nas nossas forças armadas – com a grande determinação do nosso povo – nós iremos alcançar o triunfo inevitável – por isso, Deus ajuda-nos.
Peço ao Congresso para declarar, devido ao não provocado ataque cobarde do Japão no domingo 7 de Dezembro, que existe um estado de guerra entre os Estados Unidos e o império do Japão”.
A declaração foi aprovada, praticamente por unanimidade, no Senado e na Câmara dos Representantes, e três dias depois, os aliados do Japão, Alemanha e Itália, declaram guerra aos Estados Unidos da América.
Do resto da História sabemos nós.
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quinta-feira, janeiro 15, 2009
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sábado, 27 de dezembro de 2008
À margem dos agendas de todos os jornais & C.ª

Inevitavelmente, passará ao lado de todas as sínteses do ano. Por isso aqui fica um apelo à memória.
A 13 de Fevereiro de 2008, a Austrália pediu formalmente desculpa às Gerações Roubadas. Os mais interessados pelo tema poderão encontrar uma pequeníssima âncora aqui ou aqui. Phillip Noyce retratou o drama em formato cinematográfico seis anos antes, mas muitíssimo poucos deram conta.
A anotação, de respeito, pelo povo espoliado e pelo realizador, aqui fica.
às
sábado, dezembro 27, 2008
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
O Haiti não é aqui...
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sexta-feira, dezembro 19, 2008
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Marx nunca teve tanta razão como hoje
"Marx nunca teve tanta razão como hoje".
Vindo de quem vem - com quem dicordo amiúde, que critico de língua e esferográfica (teclado?) apontada e que, em simultâneo, muito admiro (reflecte e redige há décadas de forma absolutamente notável!) - suscita um prazer indisfarçável.
Sorrio, de barriga cheia, porque festinhas no ego nunca fizeram mal a ninguém, mas não como o outro (tadinho...)., naquela pose psicanalítica com que, muito provavelmente, se masturbarão (com direito a gozo pleno) alguns directores de jornais.
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terça-feira, outubro 28, 2008
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Aqui se fala de um homem íntegro e com uma generosidade sem exemplo
Investi uma boa meia hora nas primeiras dez páginas do Google à cata de material sobre o Acácio, que nos deixou nesta manhã de domingo. E deparei, salvo uma ou duas excepções, com um deserto de repetições mecânicas feitas a partir de um texto da agência Lusa. O que muito diz do actual jornalismo e, até, da sociedade portuguesa.
Tive a honra de conhecer este homem generoso, embora já nos seus últimos anos de vida, a lutar de pé contra uma doença que se sabe, por agora, invencível. Trabalhei com ele durante algum tempo na Administração da Casa da Imprensa e pude privar com alguém, ao mesmo tempo, íntegro, contraditório, doce, irado, sempre disponível para o que fosse necessário, polémico, solidário e de uma franqueza muito, muito rara. Um Homem, o que nos dias de hoje é coisa extremamente difícil de repetir.
O Acácio viveu e trabalhou no tempo em que o grito e o berro se impunham, no desespero da causa, nas redacções dos jornais. Não o conheci nesse período, como disse, mas tenho saudade do tempo em que, outros como ele - que, felizmente!, alguns ainda conheci e com quem trabalhei - faziam dos jornais a sua própria casa, empenhando-se numa luta desenfreada, com todos os prejuízos pessoais que se possam conceber, apenas e só para levar "a" notícia ou "a" reportagem ao leitor. Leitor esse que nos comprava e que, portanto, em última e assumida análise, era o nosso patrão.
O Acácio fazia parte de uma estirpe que não se vergou às prebendas do "jornalismo moderno" (entre aspas, se faz favor), nem se deixou encantar pela sereia dos escudos (ou dos euros!). Acreditava piamente no que fazia em prol do seu semelhante, a maior parte das vezes sem sequer justa retribuição.
Começo a odiar este blogue, que às vezes roça o obituário oficial do meu reino íntimo, mas queria dizer aqui e assinar por baixo que lamento não ter podido aprender mais com o Acácio, como profissional e como cidadão. E, por isso, vou manter o seu número de telemóvel e o seu endereço de correio electrónico na minha agenda de contactos. Quando por lá passar sei que vou sorrir e lembrar-me que tive a sorte de privar, ainda que por breve tempo, com um cidadão de corpo inteiro.
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segunda-feira, outubro 27, 2008
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008
A pulhice sem nome do jornal "Público"
A capa do jornal "Público" de ontem, dia 3, é um caso de maldade requintada elevada ao sublime extremo da pulhice inqualificável sob o manto da aparente ingenuidade. O seu conteúdo e a sua imagem não são aqui reproduzidos deliberadamente - há atitudes que merecem o desprezo total, outras há que devem ser admiradas e seguidas, outras ainda que não suscitam comentários nem reflexão, e outras, por fim, que podem e devem ser mais ou menos aplaudidas ou rejeitadas, consoante os casos. A capa em questão é aviltante e, portanto, merece total reprovação pessoal.
Vejamos. Manchete a toda a largura da página: "Prisão de Paulo Pedroso obriga Estado a pagar a maior indemnização de sempre". Pós-título: "Sentença da Relação de Lisboa realça "erro grosseiro" que causou sofrimento para "toda a vida"". Imediatamente a seguir, também de lado a lado, lê-se "Ciência - Instabilidade amorosa dos homens é genética, diz novo estudo sueco", em título inserido na foto de um nu frontal da antiguidade grega recortado em pormenor, apenas tornando visível parte de uma mão, a linha de cintura e metade das coxas e, claro, o pénis e respectivos testículos.
A decisão do Tribunal da Relação de Lisboa - que, em primeira instância, dá razão à ilegalidade da prisão preventiva de Paulo Pedroso no âmbito do caso Casa Pia - merece o respeito de quem respeita todas as outras decisões da Justiça, mesmo aquelas que nos parecem menos justas. E, honestamente, eu não sei se esta decisão é justa, não tenho sequer competências para discutir tais coisas, e por esse lado dou-me por muito feliz. O que me faz infeliz é a associação indecorosa de uma notícia que iliba um homem - que, à época, tinha justificadas e legítimas ambições pessoais de carreira profissional e política nos órgãos do Estado ou de representação externa de Portugal - de várias acusações de abuso sexual ao pénis da Grécia antiga que, como se sabe, foi fértil em casos de homosexualidade com direito a relatos e reflexões, inclusive, na Bíblia. Nenhuma mente ingénua aguenta, sem um esgar malicioso, tão casual associação. Nem aquelas que acreditam piamente numa das mais conhecidas máximas do Padre Américo, precisamente!, essa que diz não existirem meninos maus...
O caso é grave. Em 2003, Portugal viveu dias de absoluta excepcionalidade, como aqui ficam retratados: há jovens que se diziam sexualmente abusados, há um homem, Paulo Pedroso, que foi destruído em público, há uma direcção política que foi literalmente decapitada. Se houve, ou não, cabala, está por demonstrar, embora do ponto de vista político esteja pessoalmente convicto dela, e estou à vontade para o afirmar até porque nunca, sequer, me senti próximo do Partido Socialista. Mas, cinco anos depois o que sobressai aos olhos das pessoas que passam nas ruas? Fica para a História a capa de um "jornal de referência", tido, até por mim!, como muito relevante para a Imprensa portuguesa, que pisa o risco, ultrapassa todas as marcas e, seguramente, também vai sair incólume deste "erro grosseiro".
Vejo aqui, portanto, um caso simbólico de pulhice inominável no rosto impávido e sereno de quem diz respeitar, e faz publicar!, princípios éticos. As picardias e as maldades fazem-se, claro está: nenhum jornalista está acima da sua própria natureza, enquanto ser humano. Mas sob o disfarce da interpretação dos factos não nos devemos ultrapassar a nós próprios, sob pena de perdermos, no imediato, a dignidade com que logramos construir o capital (humano, intelectual, ético e material) de que, afinal de contas, nos julgávamos feitos.
Enquanto assim for, passem bem sem mim.
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quinta-feira, setembro 04, 2008
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
Pecado capital
O "voyeurismo" pacóvio é o pecado capital do Jornalismo!
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quinta-feira, julho 10, 2008
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Outra vez vez... circo!
Os títulos das jornais, às vezes até que têm graça..
Ah, ah, ah, ah, ah...
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quinta-feira, julho 10, 2008
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quarta-feira, 9 de julho de 2008
10 parágrafos de boa reportagem
Aqui fica a ligação para 10 parágrafos de boa reportagem, um naco de prosa tirado do caso mais vulgar do Mundo em pouco mais de duas ou três horas. Lê-se, fica-se a saber o essencial, a leitura é rápida e encadeada (até parece que o homem estava lá na hora certa, mas garanto não porque fumava um cigarro comigo a céu aberto) e ainda salpica a emoção dos minutos do horror. Os jornais precisam disto como de pão para a boca. E os seus leitores também.
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quarta-feira, julho 09, 2008
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sábado, 5 de julho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Actualidade
O jornalista aqui e agora, em Portugal, hoje
Imagem conscientemente subtraída na Confraria das Bifanas...
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quarta-feira, junho 04, 2008
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terça-feira, 27 de maio de 2008
Para a Cadi
Era uma miúda meio assustada, perdida e imóvel à porta do hotel. A situação em Díli, no final de 1999, era ainda perigosa, as forças das Nações Unidas ainda não controlovam todo o território de Timor-Leste.
Não sei há quanto tempo por lá andava quando dei com ela. Sei que estava parada, imóvel, à espera do dia em que a fossem buscar, como se já tivesse ido embora. Falava de uma menina com saudade e emoção e por ela recusava-se a levar na cara com a exposição da extrema miséria que matava crianças à fome e doença.
O Leonel de Castro arrastou-a connosco por duas ou três vezes em deslocações difíceis, mas não de risco, e ela agradeceu a cumplicidade com um sorriso bonito num olhar aberto, vivo, e com palavras, muitas palavras, nenhuma guineense, até parecia que nunca mais se calava.
A Cadi Fernandes morreu nesta segunda-feira de cancro no pulmão. E a memória do tempo em que a profissão também significava felicidade está cada vez mais povoada de gente que, de algum modo, acabou por desaparecer.
P.S.: já depois de publicadas estas linhas, dou de frente com um belo texto de um outro grande cronista português, Fernando Madail, do DN, tal como a Cadi. Uma pequeníssima parte do que lá está reproduzido também faz parte de mim.
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terça-feira, maio 27, 2008
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segunda-feira, 14 de abril de 2008
Jornais amarelos
No espaço de pouco mais de meia dúzia de horas encontrei no "Diário de Notícias" algo de não gostei nem um bocadinho e outra coisa de que gostei imenso.
Na edição de domingo, uma crónica (de que, infelizmente, não consigo colocar aqui a respectiva ligação) do Jorge Fiel, personagem cá do burgo tripeiro, justamente muito admirada, que, agora, investido nas funções de redactor principal do dito jornal, deu em defender a liberalização dos despedimentos como a fabulástica poção para a resolução dos problemas laborais em Portugal, porque, como o próprio explica, quem, neste momento, é contra a revisão do Código do Trabalho é "amish", isto é, velho, passadista, bolorento e retrógrado. Pasmei, vindo de quem veio, e engoli em seco. Novos tempos, concerteza.
Um tempito depois, na edição de segunda-feira, dei de caras com uma crónica (a ligação está aqui) de outro redactor principal do mesmíssimo jornal, Ferreira Fernandes (cada vez mais menos admirado cá por mim, e se alguém tiver dúvidas poderei fazer um desenho...), explicando e trocando as voltas do bê-à-bá da triste polémica em torno da contratação da Fernanda Câncio para um programa da RTP2. Li, reli e aplaudo, sem rebuço. Outros tempos, concerteza.
O jornal em causa não é paradigma de coisa nenhuma, mas, apesar de tudo, ainda vai conseguindo equilibrar as sensibilidades, as diferenças e as divergências sobre as quais é possível e desejável, em teoria, construir um bom jornal. Pluralista, aberto e democrático.
O que não é válido para todos, como é sabido. Porque, para ser sincero, andam por aí uns jornais mais amarelados pelo seu todo, ou será que aindamais ninguém percebeu o jogo?
às
segunda-feira, abril 14, 2008
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
"Alguma comunicação sensacionalista..."
A SEDES, “uma das mais antigas e conceituadas associações cívicas portuguesas”, como lhe chama hoje o jornal “Público” e, durante toda a manhã, repetiram as rádios e as televisões, alerta para um “Portugal à beira da crise social de contornos difíceis de prever”.
Porém, ao contrário do que foi dito (na Antena 1 e na TSF) por alguns (um em cada estação) dos membros do referido Conselho Coordenador, a SEDES não fez um “estudo”, antes divulgou uma “tomada de posição”. Questão de forma aparente, mas de fulcral importância. É que os dirigentes da SEDES têm acesso a informação qualificada que, como é natural, a esmagadora maioria dos portugueses não tem, e não se pode baralhar a opinião pública. Um “estudo” deverá ter, em tese, uma base de análise científica; uma “tomada de posição” é o resultado de um processo de reflexão colectivo.
Apesar de tudo, vale a pena ler o documento da SEDES. Aqui.
Até pelo que diz em relação à Comunicação Social. A "combinação de alguma comunicação social sensacionalista com uma justiça eficaz", diz a SEDES, é um dos factores de "degradação da qualidade de vida política". Mais: "alimenta um estado de suspeição generalidade sobre a classe política, sem contudo conduzir a quaisquer condenações relevantes".
Um retrato que, curiosamente, assenta de algum modo na polémica recente levantada em torno da carreira académica e profissional do actual primeiro-ministro, mas que também aponta para uma ideia cada vez mais incontornável, por dura e crua que seja: "Nalguma comunicação social prolifera um jornalismo de insinuação, onde prima o sensacionalismo. Misturando-se verdades e suspeitas, coisas importantes e minudências, destroem-se impunemente reputações laboriosamente construídas, ao mesmo tempo que, banalizando o mal, se favorecem as pessoas sem escrúpulos".
A quem aproveita este estado de coisas é coisa que, infelizmente, o documento não reflecte.
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sexta-feira, fevereiro 22, 2008
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terça-feira, 23 de outubro de 2007
Fica assim
Os jornais noticiam hoje que Jardim Gonçalves pagou a dívida do filho ao BCP. Noticiam, mas nada questionam. Como diz o outro, fica assim!
De uma assentada, o fundador do BCP resolve o "problema moral" da dívida - que não ficava nada bem na sua fotografia - e cala, "ad eternum", todas as investigações, as da CNVM, as do Banco de Portugal e as dos jornalistas.
A menos que, um dia destes, surja um Tolo Berardo qualquer a reclamar mais qualquer coisa. Para si próprio, está bom de ver. Porque quanto aos jornais estão todos, Yes Sir!, muito satisfeitos com o dever cumprido.
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terça-feira, outubro 23, 2007
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Discurso directo (1)
"Até ao remate final das horas, João Coito deu um sentido à sua vida, o que releva de grande coragem e de incomum probidade perante o destino. A sua morte pesa, sobre alguns canalhas, como a pesada sombra de uma terrível acusação" - Baptista-Bastos, in "Público", de 23 de Outubro de 2007.
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terça-feira, outubro 23, 2007
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Se...
... Portugal fosse um país a sério, a mulher do vice-presidente nunca entrevistaria o presidente!
Tem lógica, não?
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quinta-feira, outubro 18, 2007
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