Em Portugal, o buraco entre os mais ricos e os mais pobres é tal que aqui é maior o fosso do que o que existe nos Estados Unidos da América!
Não é grande a revelação, para quem vive nos EUA, apenas uma constatação, digo eu, que vivo por aqui. Mas há um tal de Pedro Marques, de quem nunca ninguém ouviu falar mas que José Sócrates desencantou para secretário de Estado, que nos tranquiliza a todos, portugueses e americanos: afinal, os dados que serviram de base a um relatório de Bruxelas são de 2004 e, blá-blá-blá, agora já é tudo outra coisa!
É preciso muita lata!!!
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Lata é o que é preciso
Encosta-te a mim
Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim
Encosta-te a mim
Encosta-te a mim
Quero-te bem.
Encosta-te a mim.
(Letra e música de Jorge Palma)
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sexta-feira, maio 23, 2008
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sexta-feira, 16 de maio de 2008
"Canta agora, filho da puta"
Mario Dominguez, de 73 anos, um coronel chileno na reforma, foi formalmente acusado pela justiça do seu país de ser o responsável pelo assassínio de Victor Jara, na esteira do golpe do general Augusto Pinochet, em 1973. Considerado um dos mais proeminentes representantes da "nova canção" latino-americana dos anos 60 e 70, era também um destacado militante comunista, apoiante do derrubado presidente democrata Salvador Allende. Capturado depois do golpe de 11 de Setembro de 1973, Jara foi levado por militares fiéis à junta para um estádio de futebol usado como campo de detenção. Documentação vinda a lume revelou que o cantor foi torturado, as suas mãos - com que tocava viola - esmagadas à coronhada e, finalmente, abatido a tiro.
Este é o timbre das notícias nos jornais do dia.
Pela minha parte prefiro recordar - foi assim que aprendi a estória, e desculpem as imprecisões históricas - que, após o golpe de 11 de Setembro (eis outro 11 de Setembro, tão grave como esse outro de que te estás a recordar, que a Comunicação Social insiste em apagar da memória!), Jara foi identificado nesse enorme campo de concentração em que fora transformado um estádio de futebol. "Canta agora, filho da puta", provocou, então, um militar (Mario Dominguez?) que pediu a exclusividade no comando da tortura a tão importante detido, ao cabo de quatro dias de porrada. Reza a estória, que aprendi da boca de um homem [que era, à época, dirigente da FNLA (Angola? Essa mesmo!) e ainda seria ministro de Estado] nada dado a mitologias esquerdistas, que o homem se ergueu e respondeu como sabia, a cantar:
(...)
Venceremos, venceremos,
Mil cadenas habrá que romper,
Venceremos, venceremos,
La miseria sabremos vencer.
Campesinos, soldados, mineros
La mujer de la patria también,
Estudiantes, empleados y obreros,
Cumpliremos con nuestro deber.
Sembraremos las tierras de gloria,
Socialista será el porvenir,
Todos juntos haremos la historia,
A cumplir, a cumplir, a cumplir
(...)
Reza a estória do meu início de juventude que Victor Jara foi morto imediatamente a seguir.
Já adulto aprendi, através da contraprova de vários testemunhos escritos e publicados, que, naqueles dias de pesadelo, Victor Jara escreveu o seu último poema:
Somos cinco mil
en esta pequeña parte de la ciudad
Somos cinco mil
¿Cuántos seremos en total
en las ciudades y en todo el país?
Sólo aquí, diez mil manos que siembran
y hacen andar las fábricas.
¡Cuánta humanidad
con hambre, frío, pánico, dolor,
presión moral, terror y locura!
Seis de los nuestros se perdieron
en el espacio de las estrellas.
Un muerto, un golpeado como jamás creí
se podría golpear a un ser humano.
Los otros cuatro quisieron quitarse todos los temores
uno saltando al vacío,
otro golpeándose la cabeza contra el muro,
pero todos con la mirada fija de la muerte.
¡Qué espanto causa el rostro del fascismo!
Llevan a cabo sus planes con precisión artera
sin importarles nada.
La sangre para ellos son medallas.
La matanza es acto de heroísmo.
¿Es éste el mundo que creaste, Dios mío?
¿Para esto tus siete días de asombro y de trabajo?
En estas cuatro murallas sólo existe un número
que no progresa,
que lentamente querrá más la muerte.
Pero de pronto me golpea la conciencia
y veo esta marea sin latido,
pero con el pulso de las máquinas
y los militares mostrando su rostro de matrona
lleno de dulzura.
¿Y México, Cuba y el mundo?
¡Que griten esta ignominia!
Somos diez mil manos menos
que no producen.
¿Cuántos somos en toda la Patria?
La sangre del compañero Presidente
golpea más fuerte que bombas y metrallas.
Así golpeará nuestro puño nuevamente.
¡Canto que mal me sales
cuando tengo que cantar espanto!
Espanto como el que vivo
como el que muero, espanto.
De verme entre tanto y tantos
momento del infinito
en que el silencio y el grito
son las metas de este canto.
Lo que veo nunca vi,
lo que he sentido y lo que siento
hará brotar el momento...
Neste prolegómeno à idade adulta continuo a recordar Victor Jara como sempre o ouvi. Assim:
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sexta-feira, maio 16, 2008
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quinta-feira, 15 de maio de 2008
História de um agarrado de olhar pedrado
Fixemos bem o olhar do homem na foto de Nuno Santos Ferreira. Os olhos são de José Sócrates e o olhar assemelha-se ao de um qualquer agarrado à nicotina e ao alcatrão que por aí abundam. E como agarrado que é, com tudo o que lhe exige a dependência, incluindo mentir, aquele olhar é como se fosse um olhar pedrado.
Pelos vistos, o homem fumou os cigarros que lhe apeteceu num voo fretado pelo Governo para uma visita de Estado à Venezuela. Depois do banzé que o próprio manda-chuva da ASAE criou na mudança de ano, com a entrada em vigor da lei anti-tabaco, naturalmente só podia ser notícia.
Até aqui tudo bem, não fosse o agarrado em questão primeiro-ministro e de Portugal!
Primeiro, o país viveu um dia louco, como se fumar fosse algo de ilegal só equiparável à exploração de um prostíbulo de primeira ou terceira classe, tanto faz. Ninguém distingue já a fronteira entre o que é uma infracção punível com uma coima e uma actividade ilegal. É o Portugal que temos, triste e vazio.
Segundo, o agarrado em questão assumiu a sua melhor postura e em três parágrafos simples mostrou como os portugueses foram parvos em 2005 e, muito provavelmente, voltarão a sê-lo em 2009.
Primeira tirada - "Quero fazer-vos uma declaração sobre o facto de ter fumado no avião. De facto fumei, com o ministro da Economia [Manuel Pinho] enquanto conversávamos, mas no convencimento de que se podia fumar, porque assim sempre aconteceu nas outras viagens anteriores".
Segunda tirada - "Estava convencido que não estava a violar nenhuma lei nem nenhum regulamento. Infelizmente há essa polémica em Portugal e eu quero lamentar essa polémica. Se por algum motivo violei algum regulamento, alguma lei, lamento e peço desculpa, não voltará acontecer".
Terceira tirada - "Este episódio despertou-me para o facto de os fumadores, inconscientemente, poderem violar leis e regulamentos que desconhecem. Não sei a última lei se aplica ou não aplica [ao caso do fumo em voos fretados], mas o Governo tem uma especial responsabilidade e eu também quero contribuir para isso. Tenho consciência da minha responsabilidade pessoal. Por isso, este episódio não vai voltar a acontecer, porque também decidi deixar de fumar".
Nas fumaças que, por certo, se seguirão, vem aí a poluição do Parlamento e, portanto, dos nossos noticiários televisivos e radiofónicos. e dos nossos jornais. E estou seguro que, quando menos esperarmos, ficaremos todos bem mais tranquilos ao ouvirmos este agarrado à nicotina e alcatrão de olhar pedrado dizer, tranquilamente, que fumou, sim senhor, mas que nunca travou.
sábado, 10 de maio de 2008
"Bombs: Special."


Só alguém de uma insensibilidade à prova do inimaginável não é sensível ao horror que só pode ter sido a bomba de Hiroshima, lançada pelos Estados Unidos da América sobre Hiroshima, Japão, a 6 de Agosto de 1945.
Julgava, na minha pobre ignorância, que estava já tudo dito, visto e lido. A começar pelas vítimas da talidomida, informação que preencheu parte da minha cabeça enquanto criança. Mas não!
Tropeço, pois, num artigo do jornal "Le Monde". E tropeço também, consequentemente, para quem entretanto absorveu o essencial da notícia, numa foto, essa mesmo!, a que encima esta posta. Alegadamente, o registo fotográfico foi obtido nos primeiros dias após a largada da primeira bomba atómica, às 8.17 horas daquele dia trágico para a Humanidade. O que se percebe pertence, sem a mais ligeira nuvem de dúvida, ao Inferno em vida: um chão feito numa pirâmide imperfeita de cadáveres.
Aquela foto é, apenas, uma de dez imagens inéditas obtidas por Robert L. Capp, um soldado norte-americano que participou na força de ocupação do Japão e que doou o seu espólio, em 1998, à Hoover Institution, na condição de apenas ser revelado uma década depois. Como reza a dita notícia.
Não cheguei a encontrar na Internet - também não fiz muito por isso... - as restantes imagens que, certamente, só podem espelhar o esplendor da besta humana. Mas tropeçei uma vez mais, agora noutra bestialidade de trazer por casa, embora de igual modo perturbante: a ordem de ataque emitida a partir da Califórnia à desgraçada tripulação do Enola Gay informava que a bordo seguiria uma bomba especial, assim mesmo redigido, "Special".
Quem ainda tiver curiosidade mórbida pode seguir o rasto das ligações. Eu já vi demasiado.
P.S.: A colecção de fotos de Robert L. Capp pode ser vista aqui.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Hardcore, 1.º escalão
Mão amiga remeteu-me hoje uma informação preciosa - o "Diário do Minho" tem online um inquérito sujeito à seguinte pergunta: "Braga deve erguer uma estátua ao cónego Melo?".
Incrédulo, segui a ligação e confirmei a autenticidade da votação. A seguir, corri para o quarto-de-banho e vomitei o jantar todo. Que nojo!
sábado, 3 de maio de 2008
Vergonha!!!

Deputados do PCP cumprem um minuto de silêncio em homenagem do cónego Melo (juntamente com a bancada do PSD, do CDS e parte da do PS; os deputados dos Verdes mantiveram-se sentados e os do Bloco de Esquerda abandonaram o hemiciclo da Assembleia da República).
O cónego Melo assumiu publicamente a sua ligação ao MDLP, um grupo de extrema-direita que atacou sedes de partidos de Esquerda e assassinou à bomba militantes de Esquerda.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Movimento de Levantamento de Tropas do Continente a Favor do Rei Alberto

Eu continuo a acreditar nas potencialidades do Alberto João. E não estou só. Há uma vasta rede de blogs que se junta à vaga de fundo em curso.
Para mais fácil identificação, juntem às vossas postas a imagem da candidatura (penso que foi criada aqui), aqui ao lado, moderna, laranja, claro, dinâmica e pró-activa. Juntos seremos imensos na defesa da candidatura do Alberto João.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Haja PSD!
Numa crónica, irónica como é bom de ler, em que se limita a dizer mal do PSD, Baptista-Bastos apenas ousa redigir o nome "Jardim" uma única vez. Todos os restantes pré-candidatos são arrasados. Por exclusão de partes, obviamente, Alberto João é o meu candidato.
Todos juntos pelo Alberto
Alberto João não tem medo, Alberto João é o expoente máximo do que há na social-democracia portuguesa, Alberto João já provou e demonstrou à saciedade que não se assusta nem se deixa assustar, Alberto João bate o pé sonoramente ao Poder instalado em Lisboa, em suma, Alberto João é o homem indicado para pôr ordem o partido (o PSD nacional, porque na Madeira, como todos sabemos, as coisas correm lindamente hás três décadas).
O partido está uma coisa estranha, tipo saco de gatos, e o Alberto João precisa da ajuda de todos, sociais-democratas ou não, para repor as coisas no seu devido sítio. Alberto João é o único nome credível entre aqueles que, cheirando-lhes a poder, logo se apresentaram à chamada para fazer frente a esse outro grande, enormíssimo, problema da sociedade portuguesa: José Sócrates.
Aproveito a liberdade de expressão que ainda me resta para confessar publicamente a minha admiração pelo Alberto. Só tenho pena de não poder votar nele, pois não sou do partido. Mas ninguém me impedirá de fazer campanha pelo Alberto, ninguém me impedirá de contribuir para a vaga de fundo de que ele necessita para chegar onde já devia estar! Nem a ti, caro leitor, por isso aqui fica o desafio: e se déssemos todos o braço em defesa da candidatura do Alberto João?
Viva o Alberto! Viva Portugal!!!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Jornais amarelos
No espaço de pouco mais de meia dúzia de horas encontrei no "Diário de Notícias" algo de não gostei nem um bocadinho e outra coisa de que gostei imenso.
Na edição de domingo, uma crónica (de que, infelizmente, não consigo colocar aqui a respectiva ligação) do Jorge Fiel, personagem cá do burgo tripeiro, justamente muito admirada, que, agora, investido nas funções de redactor principal do dito jornal, deu em defender a liberalização dos despedimentos como a fabulástica poção para a resolução dos problemas laborais em Portugal, porque, como o próprio explica, quem, neste momento, é contra a revisão do Código do Trabalho é "amish", isto é, velho, passadista, bolorento e retrógrado. Pasmei, vindo de quem veio, e engoli em seco. Novos tempos, concerteza.
Um tempito depois, na edição de segunda-feira, dei de caras com uma crónica (a ligação está aqui) de outro redactor principal do mesmíssimo jornal, Ferreira Fernandes (cada vez mais menos admirado cá por mim, e se alguém tiver dúvidas poderei fazer um desenho...), explicando e trocando as voltas do bê-à-bá da triste polémica em torno da contratação da Fernanda Câncio para um programa da RTP2. Li, reli e aplaudo, sem rebuço. Outros tempos, concerteza.
O jornal em causa não é paradigma de coisa nenhuma, mas, apesar de tudo, ainda vai conseguindo equilibrar as sensibilidades, as diferenças e as divergências sobre as quais é possível e desejável, em teoria, construir um bom jornal. Pluralista, aberto e democrático.
O que não é válido para todos, como é sabido. Porque, para ser sincero, andam por aí uns jornais mais amarelados pelo seu todo, ou será que aindamais ninguém percebeu o jogo?
às
segunda-feira, abril 14, 2008
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terça-feira, 8 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
MayDay!!

Esta semana entramos em Abril e falta um mês para o dia 1 de Maio. É hora de começar a ultimar a chamada MayDay!! e preparar a parada do precariado. O MayDay!! lançou hoje um sticker para divulgar na internet para que a parada tome conta da blogosfera e dos outros sítios. Junta ao teu blogue, hi5, MySpace e divulga pelos teus contactos.
Linka: www.maydaylisboa.net
E a precariedade está presente em muitos espaços das nossas vidas: quando o teu patrão recebe milhares e tu não tens dinheiro que chegue até ao fim do mês, quando trabalhas 10 horas por dia mas não sabes se vais ter emprego na próxima semana, quando o ensino superior está comprometido com interesses económicos e só estudas se puderes pagar (muito!), quando as rendas são tão altas que a tua independência é impossível, quando a cultura é para tão poucos, quando tens que viver e trabalhar clandestinamente e sem acesso aos direitos mais básicos, quando os cuidados de saúde públicos desaparecem da tua área, quando, pelo simples facto de seres mulher, recebes menos que O teu colega de trabalho, quando tens que esconder os teus afectos e relações?
O Mayday!! é a revolta contra tudo isto no dia 1 de Maio. Com força. Com acção. Com alegria.
É juntar pessoas muito diferentes em torno de uma vontade comum: Viver! Não sobreviver.
terça-feira, 18 de março de 2008
Jogo baixo
Declaração de interesses: não sou adepto do Acordo Ortográfico.
quarta-feira, 12 de março de 2008
O Obama luso?
Se continua assim, este homem não chega ao fim do mandato...
:-(
Fase murano
Colina de cristal está na fase murano, prestes a estalar.
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quarta-feira, março 12, 2008
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
"Alguma comunicação sensacionalista..."
A SEDES, “uma das mais antigas e conceituadas associações cívicas portuguesas”, como lhe chama hoje o jornal “Público” e, durante toda a manhã, repetiram as rádios e as televisões, alerta para um “Portugal à beira da crise social de contornos difíceis de prever”.
Porém, ao contrário do que foi dito (na Antena 1 e na TSF) por alguns (um em cada estação) dos membros do referido Conselho Coordenador, a SEDES não fez um “estudo”, antes divulgou uma “tomada de posição”. Questão de forma aparente, mas de fulcral importância. É que os dirigentes da SEDES têm acesso a informação qualificada que, como é natural, a esmagadora maioria dos portugueses não tem, e não se pode baralhar a opinião pública. Um “estudo” deverá ter, em tese, uma base de análise científica; uma “tomada de posição” é o resultado de um processo de reflexão colectivo.
Apesar de tudo, vale a pena ler o documento da SEDES. Aqui.
Até pelo que diz em relação à Comunicação Social. A "combinação de alguma comunicação social sensacionalista com uma justiça eficaz", diz a SEDES, é um dos factores de "degradação da qualidade de vida política". Mais: "alimenta um estado de suspeição generalidade sobre a classe política, sem contudo conduzir a quaisquer condenações relevantes".
Um retrato que, curiosamente, assenta de algum modo na polémica recente levantada em torno da carreira académica e profissional do actual primeiro-ministro, mas que também aponta para uma ideia cada vez mais incontornável, por dura e crua que seja: "Nalguma comunicação social prolifera um jornalismo de insinuação, onde prima o sensacionalismo. Misturando-se verdades e suspeitas, coisas importantes e minudências, destroem-se impunemente reputações laboriosamente construídas, ao mesmo tempo que, banalizando o mal, se favorecem as pessoas sem escrúpulos".
A quem aproveita este estado de coisas é coisa que, infelizmente, o documento não reflecte.
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sexta-feira, fevereiro 22, 2008
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domingo, 17 de fevereiro de 2008
The Lamb lies down on Broadway
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domingo, fevereiro 17, 2008
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domingo, 10 de fevereiro de 2008
Jogos Sem Fronteiras
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domingo, fevereiro 10, 2008
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Marcadores: Música, Peter Gabriel, Sociedade
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Prova indesmentível
Já sabia que não tinha grande desenvoltura para a dança, mas depois deste video fico definitivamente convencido de que sou o maior pé de chumbo do planeta... e arredores!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
The Book of Love
Ao pequeno-almoço, ao deitar...
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segunda-feira, janeiro 28, 2008
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domingo, 27 de janeiro de 2008
Que é feito do rock and roll? (2)
Moribund the Burgermeister
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domingo, janeiro 27, 2008
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Lay Your Hands On Me
Eu, nem que ousasse ser Gil Vicente, nunca faria melhor (portentoso final!, quem esteve no Pavilhão de Infantes Sagres, em 1986, no Porto, sabe do que falo...)
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domingo, janeiro 27, 2008
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Marcadores: Música, Peter Gabriel
Don't Give Up
E, ainda bem!, há uns quantos caramelos (apesar dos cabelos que não batem certo com a voz, não batem certo com o tempo...) que não desistem. D'ont give up!!!
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domingo, janeiro 27, 2008
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Marcadores: Música, Peter Gabriel
Blood of Eden
Que música, simplesmente, bela!
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domingo, janeiro 27, 2008
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Marcadores: Música, Peter Gabriel
Suharto (1921-2008)
sábado, 26 de janeiro de 2008
Já que ele não entende... demitam-no!
Haja alguém, por favor, que faça um desenho ao senhor ministro da Saúde...
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Saúde: um bem sem preço
A petição em defesa do Serviço Nacional de Saúde e pelo fim das taxas moderadoras foi lançada publicamente e conta entre os primeiros signatários o fundador do SNS António Arnaut, os deputados Manuel Alegre e João Semedo, o recém-reeleito bastonário dos médicos Pedro Nunes e o ex-bastonário dos farmacêuticos e antigo presidente do Infarmed, José Aranda da Silva. A petição também pode ser assinada em www.snsparatodos.net.
Nos próximos meses, a campanha em defesa do Serviço Nacional de Saúde vai percorrer o país com bancas de assinaturas e sessões públicas com a presença dos primeiros subscritores. A petição, que tem como objectivo recolher 100 mil assinaturas, quer obrigar o parlamento a tomar as "decisões políticas necessárias ao reforço da responsabilidade do Estado no financiamento, na gestão e na prestação de cuidados de saúde, através do SNS geral, universal e gratuito".
Assina a petição em www.snsparatodos.net!
Este não é o Paquistão de Pervez Musharraf!
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quinta-feira, janeiro 24, 2008
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Nusrat Fateh Ali Khan
Gustavo, afinal foi mais fácil do que pensava... :-)
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quinta-feira, janeiro 24, 2008
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
N.B.
Desculpas para os mais incautos, isto de voltar a ter uma placa de som como deve ser no computador tem algo que se lhe diga!!!
Nusrat Fateh Ali Khan
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terça-feira, janeiro 22, 2008
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Que é feito do rock and roll?
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terça-feira, janeiro 22, 2008
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Wild World
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terça-feira, janeiro 22, 2008
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Muito obrigadinho, sr. professor Cavaco Silva!
Se tiver mesmo que trabalhar até aos 68 anos por causa do que aqui é dito, só posso dizer uma coisa: muito obrigadinho, sr. professor Cavaco Silva!
domingo, 20 de janeiro de 2008
Nahr El Bared
Tenho andado distraído e só por isso não me apercebi mais cedo de que está no blogue de Miguel Portas o relato (texto e imagem) de uma viagem a Nahr El Bared, a principal cidade e principal campo de refugiados do Norte do Líbano. Algo para ler e ver com toda a atenção.
Parabéns Miguel!
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domingo, janeiro 20, 2008
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sábado, 19 de janeiro de 2008
A partir de hoje, até 15 de Março, CALE-SE!
PROGRAMA
19 de Janeiro
Abertura do Festival com a presença da patrona 2008 – a actriz ADELAIDE JOÃO
“A CANTORA CARECA”
Aquilo Teatro (Guarda)
26 de Janeiro
“AS GUITARRAS DE ALCÁCER QUIBIR”
ATA – Acção Teatral Artimanha (Pinhal Novo, Palmela)
2 de Fevereiro
“CASAL ABERTO”
TAL – Teatro Amador de Loureiro (Oliveira de Azeméis)
9 de Fevereiro
“O ÚLTIMO BAILE DO SR. JOSÉ DA CUNHA”
TAPE – Teatro Amador de Pedroso (V. N. Gaia)
16 de Fevereiro
“O PAÍS DOS DECRETOS”
Teatro Olimpo (Ansião)
1 de Março
“A VERDADEIRA HISTÓRIA DE ANDREIA BELCHIOR”
Opsis em Metamorphose (Cabeção, Mora)
8 de Março
“ROMEU & JULIETA”
Grupo de Teatro Contra Senso (Lisboa)
15 de Março
“UMA VIAGEM PARA LÁ DO FIM”
Companhia de Teatro Poucaterra (Entroncamento) - Espectáculo Extra-concurso
SESSÃO DE ENCERRAMENTO E ENTREGA DOS PRÉMIOS CALE
Todos os espectáculos terão lugar aos sábados, peas 21.45 horas, na Associação Recretaiva de Canidelo (Rua do Meiral, 51 - junto aos 4 Caminhos), em Canidelo, Vila Nova de Gaia.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
A César o que é de César

A comunidade chinesa em Espanha não tem sentido de humor, e a Citroen, rabinho entre as pernas, mandou tirar o anúncio e ainda pediu desculpas. O que também é engraçado é que na China, tal como na Citroen, a revolução parou há muito...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
domingo, 6 de janeiro de 2008
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Reflexões avulsas sobre uma entrevista
A entrevista com que Ferro Rodrigues quebra, hoje, na “Visão”, um silêncio de três anos, depois da sua demissão de secretário-geral do Partido Socialista (PS), justificaria uma cuidada análise por parte de quem pensa a Esquerda Socialista, quase nada pelas coisas “bombásticas” que possam ali ser lidas, muito pelo que é simplesmente sugerido ou serenamente afirmado.
Tenho Ferro Rodrigues em boa conta humana e política, trata-se de alguém que, como outros camaradas com percurso semelhante, caso de Jorge Sampaio, por exemplo, soube manter-se fiel a si próprio e às ideias-base que sempre defendeu. Discordo de muitas delas, muitas mesmo, mas ouço-o/leio-o atentamente: afinal de contas, se há rendimento mínimo em Portugal – com tudo o que isso significa, em termos de alcance político estratégico – a ele se deve; mais, não consigo esquecer a mais clara e evidente tentativa de assassinato político a que já pude assistir em directo.
Por tudo isto – e pelo que aqui não cabe – ficam algumas reflexões avulsas.
“Mesmo com o advento de vários governos de esquerda a nível europeu, percebeu-se que, sem a resolução do défice orçamental, nada é possível. Nem sequer manter um Estado Social com capacidade de resposta”.
No seu tempo, ele próprio o admite, a lógica de raciocínio político era outra. Não se percebe o que é que Ferro Rodrigues percebeu, o que é que perceberam os ditos “governos de esquerda a nível europeu”, não se percebe que “mudanças brutais” aconteceram, em três anos e meio, que levaram a rever um conceito e uma orientação política estratégica. Ficará, para sempre, a dúvida sobre a concomitante falta de capacidade de resposta do Estado Social face à secundarização do problema do défice orçamental: é que, lendo tudo o que tem sido escrito nesta matéria, não há nenhum estudo credível que o sustente – apenas considerações tão válidas e sérias como a que aqui é expressa.
“Aquilo que se passa em Portugal não é muito diferente do que acontece em Espanha, com uma maioria de esquerda, ou em Itália, com um Governo que integra os comunistas. No imediato, os países têm de resolver o problema de viver num mundo globalizado e, depois, voltarão a colocar as alternativas em termos ideológicos”.
Nada de mais estranho e sem grande sentido, sobretudo porque vindo de um homem com formação política na área da Esquerda Socialista. Não só é muito diferente o que acontece em Espanha do que o que se passa em Portugal – Zapatero é, também ele, um neoliberal ao estilo de Sócrates, mas as medidas sociais do seu Governo têm um impacto incomparavelmente superior às de cá, eventualmente na proporção da dimensão física dos dois países – como o anátema do “mundo globalizado” soa, cada vez mais, a desculpa dos incapazes. Em síntese, primeiro arrumamos a casa, e depois pensamos como a gostaríamos de ter. E se, depois, quando voltar a discussão ideológica, já não quisermos a casa arrumada tal como então estiver?
“Quem não reforma, não aguenta. Não é sustentável pensar que os sistemas de educação, saúde e segurança social se podem manter com as regras de há 30 anos. Hoje, não há esquerda se não for reformista”.
Regras com 30 anos de vigência quase nunca em quase nada se poderão manter, mas é cada vez mais espantoso o espaço que ganha a tendência reformista entre o que dista do pensamento social-democrata e os restantes quadrantes à sua esquerda. Ferro Rodrigues, a consciência de esquerda de um certo PS à esquerda, já só acredita na esquerda reformista. Também ele! Como se os portugueses não soubessem muitíssimo bem o que é essa esquerda reformista, e precisamente na educação, na saúde e na segurança social… Maria de Lurdes Rodrigues, Correia de Campos e Vieira da Silva já entraram para o livrinho dos ministros que subtraíram alguma coisa à felicidade de se ser português.
“Portugal vive um momento difícil, de transição. Pedem-se sacrifícios a uma parte importante da classe média e a uma determinada geração, que tem entre 45 e 65 anos. Ou seja, a geração do 25 de Abril e da consolidação da democracia. Se esses sacrifícios são pedidos, é indispensável que isso se faça com menos arrogância e mais humildade”.
Decididamente o homem não quer ser mal-criado, ingrato com quem o nomeou embaixador na OCDE, mas os pedidos, que José Sócrates devia ler, são certeiros: “menos arrogância e mais humildade”.
“A Europa precisa de estabilidade constitucional. E isso não pode ser posto em causa por motivos internos de cada país. Os países onde a possibilidade de ganhar o “não” é forte não vão fazer o referendo”.
Numa Europa de democracias, a democracia não é exercida…
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Má sorte
Leio nos jornais de hoje os destaques da mensagem de Ano Novo de Cavaco Silva e fico atónito. Mesmo discordando do populismo subjacente a algumas das afirmações, o presidente da República até consegue parecer de Esquerda, tal o neo-liberalismo feroz em que José Sócrates e o seu Partido Socialista (que de socialista nada tem, como é óbvio) mergulharam Portugal.
Mas no melhor pano cai a nódoa, e o nível de debate político cai desgraçadamente! Não é que ainda há pouco, escrevinhava eu o parágrafo anterior, e ouço os mimos de Alberto João Jardim para Teixeira dos Santos. “Penso que o ministro das Finanças não responde às cartas do secretário regional por iliteracia. Tem uma enorme dificuldade em escrever e falar. Como se trata de iliteracia, vamos deixar aperfeiçoar as suas capacidades ortográficas e aguardar a carta dele”.
Pobre país o que tem o azar de ter um primeiro-ministro que engana os seus eleitores a cada passo e um presidente de um Governo Regional sem travão na língua nem tento na cabeça.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Aguenta Pacheco!
São por demais evidentes os sinais que apontam para um 2008… pior do que o ano passado! O Governo não cai, pior do que isso, vai acentuar as linhas mestras da sua política, fechando centros de saúde, serviços de atendimento permanente, maternidades e tudo o mais onde Correia de Campos veja a hipótese de ganhar uns trocos. Até Cavaco Silva, essa coisa que agora é presidente da República e que nunca lê e raramente se engana, também não gosta do que está a ver, mas facto é que os portugueses deram a Sócrates & Cia. um verdadeiro “kit” de mãos livres. E, por isso, aguenta Pacheco!, toma lá, já hoje, mais 2,1% nas taxas moderadoras…









