domingo, 14 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Tenho saudades de ti, velhote.
Tenho saudades de ti, velhote.
Tenho saudades de me sentar no teu colo a ler o "Norte Desportivo", de passar as tardes de sábado na cozinha a fazer pão-de-ló de 18 ovos, de me safares de uma coça das boas por ter fintado o banho depois de ter andado todo o dia a andar de bicicleta por campos enlameados. Tenho saudades das refeições enlatadas que preparavas num abrir e fechar de olhos, para meu grande espanto, quando a madrinha, deitada e doente, nem como ela podia. Tenho saudades de ir ao circo e ficar de olhos esbugalhados com as acrobacias dos artistas, das noites de luta livre em que era mais bem mais animado o que se passava no público do que as façanhas do ringue. Tenho saudades de quando me levavas pela mão para comer um gelado, do sorriso lindo e terno com que me olhavas e perdoavas todas as diabruras de miúdo.
Tenho saudades de ti, velhote.
Tenho cada vez mais a certeza de que vou ter saudades tuas, velhote, até ao fim dos meus dias, mesmo que consiga chegar a velhote como tu. Resisti um dia para repor estas letrinhas que aqui reproduzo, mas foi violento. Fazes-me falta.
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segunda-feira, dezembro 08, 2008
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Que o "simplex" dava um jeitaço em Rio Tinto, ai isso dava!
O homem fala sobre tudo & mais alguma coisa. É uma coisa impressionante. Tem opinião para a esquerda e para direita, tendo vindo de onde veio, o que é ainda mais assinalável. É uma espécie de martelo penumático constante, ao jeito da picareta..., mesmo que não saiba do que está a falar! Não gosto é que se esqueça cá da minha terreola. Aqui por Rio Tinto não há transportes públicos nem coisa aparentada. Será que posso, através do "simplex", meter uma cunha cá pela terra (visto que o 2.º barão de S. Cosme não desata nem sai de cima...)?!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Uma sessão histórica
Uma sessão histórica, aqui na Colina com muito tempo de atraso, eu sei, mas ainda assim emblemática.
(...)
PRESIDENTE (Miguel Mendonça): Muito obrigado, Sr. Deputado. Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado José Manuel Coelho.
José Manuel Coelho (PND): Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia, Excelentíssimas Senhoras e Senhores Deputados. Há 34 anos estava eu no Batalhão de Caçadores 5, em Lisboa, a tirar a especialidade de Transmissões de Infantaria e na noite de 24 para 25 de Abril, pela uma hora da madrugada, o corneteiro tocou na caserna os instrumentos de transmissões de infantaria. Estava a nascer o 25 de Abril. Estou a ver esse dia como se fosse hoje. Nós saímos ajudar as tropas operacionais do Batalhão de Caçadores 5 para a revolução do 25 de Abril que estava em marcha.
Burburinho.
Saímos para a rua, ocupámos o Parque Eduardo VII, prendemos a PSP, prendemos a GNR, prendemos os PIDES que a população indicava, que perseguiam a população portuguesa.
Burburinho geral.
Tive esse grande privilégio de assistir ao nascimento da democracia em Portugal. Agora, desta tribuna, eu queria perguntar aos Excelentíssimos Senhores Deputados Coito Pita e Tranquada Gomes onde é que eles estavam quando veio o 25 de Abril? Queria perguntar a Sua Excelência o Senhor Presidente da Assembleia, que toda a vez que eu vou lá falar com ele me diz “porte-se bem, porte-se bem, está continuamente a me dar lições de moral”, eu queria perguntar ao Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia onde é que ele estava quando se deu o 25 de Abril? Eu vim para a minha terra confiado que ia ser instaurada a verdadeira democracia nesta terra. Assistimos ao nascimento da autonomia, ao Parlamento autonómico, e eu pensava que tínhamos um Parlamento democrático, pensava que o Partido Social Democrata que era um partido democrático.
Burburinho geral.
...mas comecei por verificar que realmente não era bem assim. O Partido Social Democrata tinha alguns que eram verdadeiros sociais democratas, mas os chefes desse partido não eram sociais-democratas, os chefes desse partido eram reaccionários, eram fascistas, nomeadamente o seu chefe mor, o Dr. Alberto João Jardim.
Protestos do PSD. Burburinho.
PRESIDENTE (Miguel Mendonça): Srs. Deputados, eu pedia um pouco mais de silêncio.
José Manuel Coelho: Em 1977, participei nas campanhas da APU e depois verifiquei que havia pessoas dentro do PSD, mandatadas pelo chefe, o chefe fascista, que recebiam ordens para me assassinar. Eu tive três presidentes de câmara do PSD que receberam ordens de Alberto João Jardim para tirar a minha vida, para me matar! Eu uma vez ia às sessões da câmara, no tempo do Paulo Jesus, e as sessões da câmara foram transferidas para a parte da tarde e veio um familiar do Roberto Almada, do Deputado Roberto Almada, falar comigo dizendo assim: “Coelho, você não vá às sessões da câmara na parte da tarde porque eles vão matá-lo, o João da Sorte vai vir e vai-lhe dar um tiro e você vai ser assassinado” e eu deixei de ir às sessões da câmara. Para comprovar aquilo que o familiar ali do meu camarada dizia, em 1980, estávamos numa campanha, pela APU, em Gaula, quando esse famigerado João da Sorte, acompanhado dos capangas do PSD, faz-me um raio para me assassinar. Eu consegui fugir. Eles deram seis tiros num camarada meu, da altura, esse camarada ainda está vivo, o camarada Manuel Teixeira, esse camarada levou seis tiros. Em recompensa por esse serviço prestado ao regime, esse senhor que deu os tiros, o João da Sorte, tem hoje uma rua com o seu nome, no Caniço. Isto não são brincadeiras, não são fait-divers, são verdades! Passou-se comigo. Eu já tive três presidentes de câmara que tentaram me tirar a vida, mandatos pelo chefe fascista, o Alberto João Jardim. Eu actualmente quando vendo o Garajau muitas pessoas dizem-me: “olhe, tome cuidado que o Jaime Ramos pode matá-lo, pode mandar alguém assassiná-lo”. Sem dúvida que nós não vivemos num regime democrático! Nós vivemos num regime ditatorial que está disfarçado numa social-democracia, porque o Partido Social Democrata daqui da Madeira não é o mesmo Partido Social Democrata do Continente, é um partido que não respeita a democracia, é um partido que se puder, mata os democratas. Por isso, eu vim a esta Casa para ajudar o combate do Prof. João Carlos Gouveia, que é preciso derrubar o regime, deitar abaixo este regime facínora e reaccionário, porque o maior perigo que há para a democracia é o conformismo, é as pessoas se acomodarem, os democratas se acomodarem, porque as forças reaccionárias comandadas pelo líder fascista desta terra a pouco e pouco vão tirando as liberdades. Só no espaço dum ano e meio já reviram. vão rever. já reviram portanto o Regimento três vezes! Vão tirando as liberdades. A pouco e pouco os democratas vão cedendo, vão cedendo. Só que não se devem esquecer duma coisa: é que as grandes ditaduras da História evoluíram a partir das democracias parlamentares e foi a cedência dos democratas, o conformismo. Os democratas foram cedendo num ponto, foram cedendo noutro até que democracias parlamentares evoluíram para sanguinárias ditaduras. Temos um exemplo disso em Portugal, no Estado Novo, que também evoluiu duma democracia parlamentar e tornou-se uma ditadura sanguinária. Eu lembro-me do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, quando ele dizia, falando sobre o conformismo que se apoderava dos democratas: “a indiferença é o maior perigo, o maior inimigo da democracia” - dizia Bertolt Brecht, em 1933.
Burburinho.
...que. vieram ter junto dum democrata e disseram: “olha, estão prendendo os comunistas”. Eu não me importei, porque eu não era comunista! Depois disseram-me: “oh! estão prendendo os sindicalistas” e eu também não me importei porque não era sindicalista. Depois “estão prendendo os sacerdotes, os padres”, eu também não me importei porque não era padre, mas depois, tempos depois “ah! mas já estão a prender-me, já estão a levar-me” e não havia já nada a fazer, meus amigos! Portanto, nós temos aqui um Regimento que é atentatório das liberdades democráticas do 25 de Abril, da autonomia, dos ideais de Abril e já é tempo dos democratas desta terra dizerem “basta!”, pôr um travão a esta situação. Não é suficiente ir a Tribunal Constitucional. Está nas nossas mãos hoje, aqui e agora, os democratas, os partidos da oposição desta Casa travar esta ofensiva reaccionária e antidemocrática deste regime jardinista. Basta apoiarem a iniciativa do meu partido, abandonarem este Parlamento, deixarem os parlamentares do PSD falar sozinhos, no seu regime antidemocrático, abandonarem! Não é preciso ir para o Tribunal Constitucional! Nós hoje, se quisermos, podemos fazer o 25 de Abril nesta terra! Podemos boicotar este Parlamento! Podemos sair, abandonar esta Assembleia e fazer trabalho político lá fora.
Burburinho.
Escusa de a gente estar aqui a legitimar esta gente, esta gente que atenta constantemente contra a democracia, contra os direitos de Abril, meus amigos. Os partidos da oposição têm uma palavra a dizer, porque se não tomarem uma atitude firme contra esta gente reaccionária vai acontecer aquilo que aconteceu ao Bertolt Brecht. aquilo que dizia o Bertolt Brecht: a democracia, quando verificarem, já não têm democracia. Nós actualmente já não temos liberdade de expressão.
Protestos do PSD.
Antigamente, um deputado nesta Casa.
Burburinho na bancada do PSD.
...não era julgado por delito de opinião, agora já é!
Protestos do PSD.
Temos um deputado nesta Casa, um grande camarada, um grande lutador que é o Paulo Martins que está a ser julgado nos tribunais por um juiz fascista e vai ser condenado por esse juiz fascista, meus amigos! Não tenham dúvidas!
Burburinho.
Hoje, é o Paulo Martins! Ontem foi o Leonel Nunes que foi condenado por outro juiz fascista. Amanhã será qualquer um de vós. Meus amigos, é preciso combater esta gente reaccionária, esta gente que é contra Abril, esta gente que é contra a autonomia, esta gente quer a ditadura, quer tirar duma vez as liberdades, as poucas liberdades que nós temos neste Parlamento, porque estes senhores do PPD/PSD eles não são sociais democratas, estão travestidos, estão camuflados de sociais democratas, mas eles ao fim ao cabo são da extrema-direita, são fascistas, são pessoas viradas para o 24 de Abril!
Burburinho na bancada do PSD.
Lembrem-se que esta Casa nunca teve a honestidade de celebrar o 25 de Abril. Sempre odiaram o 25 de Abril. Nunca nesta Casa foi celebrado o 25 de Abril, por ordem do chefe fascista supremo que manda nesta terra, que nunca se converteu à democracia. Eu acho que é altura dos democratas dos partidos da oposição perderem a sua passividade e tomarem uma atitude firme. E essa atitude firme, na nossa opinião, não será ir ao Tribunal Constitucional, é fazer o 25 de Abril aqui mesmo, abandonar esta Assembleia, fazer o trabalho político lá fora, deixar eles a falar sozinhos para mostrar ao País inteiro o sistema antidemocrático que se vive aqui nesta Madeira, porque é preciso ver o verdadeiro regime. O verdadeiro regime que governa esta terra não é o regime democrático, é o regime nazi fascista do populista Alberto João Jardim.
Protestos do PSD. Burburinho geral.
Portanto o regime deles, meus amigos, é este! (Neste momento, o deputado desfralda uma bandeira nazi.) O regime desses amigos, destes amigos do Partido Social Democrata é este.
PRESIDENTE (Miguel Mendonça): Sr. Deputado.
Protestos do PSD.
José Manuel Coelho (PND): É este regime, é o regime do nazi fascismo do Hitler.
Protestos do PSD.
PRESIDENTE (Miguel Mendonça): Sr. Deputado, faz favor.
José Manuel Coelho (PND): São eles, são atiradores deste regime.
Protestos do PSD.
PRESIDENTE (Miguel Mendonça): Faz favor de retirar a bandeira.
José Manuel Coelho (PND):... eu trouxe esta bandeira para oferecer ao líder do PSD, o Jaime Ramos.
PRESIDENTE (Miguel Mendonça): Estão suspensos os trabalhos.
José Manuel Coelho (PND): ... esta bandeira é para oferecer a ele! Esta bandeira é para oferecer a este covarde, este traidor da Madeira, este fascista.
PRESIDENTE (Miguel Mendonça): Eu pedia uma reunião de líderes desde já (...)”
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quarta-feira, dezembro 03, 2008
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sábado, 29 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Declaração de consciência
From the pain come the dream
From the dream come the vision
From the vision come the people
From the people come the power
From this power come the change.
Palavras recentes de um embaixador da Amnistia Internacional perfeitamente ajustáveis à realidade de um qualquer povo em luta e sem perspectivas de um futuro ainda que imediato. Curiosamente, foram proferidas muito antes da eleição de Barack Obama....
Do sofrimento à mudança há, por certo, um longo caminho a percorrer. Da visão, que forçosamente envolve as pessoas, ao poder que o sonho acabou por possibilitar há uma longa travessia íntima, quantas vezes, dolorosa e solitária e, sobretudo, colectiva.
Por isso, enquanto houver injustiça e desigualdade, não estarei tranquilo, a menos que também fisicamente seja vencido.
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quinta-feira, novembro 20, 2008
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
A insustentável leveza das palavras
A notícia integral pode encontrá-la na transcrição que aqui foi feita. Quer dizer, pode encontrá-la e lê-la se ainda se tiver um pingo de honradez, porque, posso garantir, vai ficar de cara à banda.
Não é que a líder do maior partido da oposição quer uma suspensão da democracia, coisa rápida aí para uns seis meses?!
O PSD atravessa um período terrível, oscilando a sua presidência entre exageros linguísticos e verbais que não auguram nada de bom e que o PS e José Sócrates vão agradecendo...
Claro que já há quem tenha vindo chamar a atenção para a ironia da senhora - quando ouvindo e tornando a ouvir o registo na rádio apenas dá para perceber a seriedade com que a alarvidade foi pronunciada e intuir a insustentável leveza com que as palavras são, muitas vezes, proferidas.
O que mais me surpreende, no entanto, é que os analistas, sempre tão atentos, se tenham esquecido, até ver, da relação umbilical existente entre Manuela Ferreira Leite e o seu referencial vivo político-ideológico. Esse mesmo!, o mesmo senhor que, a 10 de Junho deste ano, foi a Viana do Castelo convencido de que assinalava a passagem de mais um dia da Raça.
E o mais espantoso é que ter visto/lido/ouvido ninguém, até agora, a desmontar o tremendo efeito subliminar dessas "gaffes"/ironias. Sobretudo no actual contexto de crise profunda. Não tarda nada ainda nos aparece por aí um Sebastião qualquer de bota cardada e vamos entender, calmamente, que o salvador da Pátria chegou.
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quarta-feira, novembro 19, 2008
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sábado, 15 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Casmurrice obtusa ou doidice comprovada?

Há coisas difíceis de entender na vida.
Mais de 80% de uma classe profissional unida numa cidade a protestar merece ouvidos moucos por parte do responsável do sector de actividade? Só quando se é casmurro até mais não. Ou, então, quem ignora o clamor deste sábado, em Lisboa, perdeu a razão há muito e está, portanto, completamente alheio da realidade.
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domingo, novembro 09, 2008
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
I have a dream...

"Sonho que os meus quatro filhos vivam um dia num país em que não sejam avaliados pela cor da sua pele".
O sonho de Martin Luther King, expresso há 45 anos, cumpriu-se. Jesse Jackson, outro negro que tentou a candidatura à Casa Branca, o da foto dramática e emocionalmente bela, não resistiu às lágrimas.
Face à onda de optimismo e alegria espalhados por todo o Mundo, só posso desejar, a falar aqui com os meus botões, que ninguém me ouve, que "a grande esperança branca", como alguns já baptizaram Barack Obama, consiga ser, de facto, o motor da reconciliação das divisões raciais que nunca por nunca, desde que me lembro como gente, fui capaz de entender.
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quinta-feira, novembro 06, 2008
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
Presidente Obama
A vitória de Barack Hussein Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos representa um corte cultural inimaginável há apenas dois anos.
Aplaudo a ruptura democrática com pensamentos racistas e segregacionistas. A vitória de um negro (ou de uma mulher...) seria sempre um marco histórico.
E Obama soube construir a vitória sem se deixar transformar num candidato de uma minoria, um pouco à semelhança do que sucedeu com Jesse Jackson.
Pelo caminho, branqueou algumas ideias, mas cumpriu o sonho de Martin Luther King.
Quanto ao resto, bom!, estamos conversados, fica tudo na mesma...
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terça-feira, novembro 04, 2008
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sábado, 1 de novembro de 2008
O melhor vendedor do ano

O Departamento Comercial da empresa J.P. Sá Couto, criadora do primeiro computador portáil português, também conhecido por Magalhães, instituiu um prémio para o seu melhor vendedor em 2008.
A distinção, que será entregue no decurso do próximo ano, premiará o melhor comercial em actividade. José Sócrates - que conseguiu colocar chefes de Estado e de Governo da América Latina espantados com a interactividade da tecnologia lusa e interessados em celebrar negócio - domina, neste momento, por expresíssima vantagem a tabela de vendas. Hergé já nem reclama.
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sábado, novembro 01, 2008
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Marx nunca teve tanta razão como hoje
"Marx nunca teve tanta razão como hoje".
Vindo de quem vem - com quem dicordo amiúde, que critico de língua e esferográfica (teclado?) apontada e que, em simultâneo, muito admiro (reflecte e redige há décadas de forma absolutamente notável!) - suscita um prazer indisfarçável.
Sorrio, de barriga cheia, porque festinhas no ego nunca fizeram mal a ninguém, mas não como o outro (tadinho...)., naquela pose psicanalítica com que, muito provavelmente, se masturbarão (com direito a gozo pleno) alguns directores de jornais.
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terça-feira, outubro 28, 2008
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Aqui se fala de um homem íntegro e com uma generosidade sem exemplo
Investi uma boa meia hora nas primeiras dez páginas do Google à cata de material sobre o Acácio, que nos deixou nesta manhã de domingo. E deparei, salvo uma ou duas excepções, com um deserto de repetições mecânicas feitas a partir de um texto da agência Lusa. O que muito diz do actual jornalismo e, até, da sociedade portuguesa.
Tive a honra de conhecer este homem generoso, embora já nos seus últimos anos de vida, a lutar de pé contra uma doença que se sabe, por agora, invencível. Trabalhei com ele durante algum tempo na Administração da Casa da Imprensa e pude privar com alguém, ao mesmo tempo, íntegro, contraditório, doce, irado, sempre disponível para o que fosse necessário, polémico, solidário e de uma franqueza muito, muito rara. Um Homem, o que nos dias de hoje é coisa extremamente difícil de repetir.
O Acácio viveu e trabalhou no tempo em que o grito e o berro se impunham, no desespero da causa, nas redacções dos jornais. Não o conheci nesse período, como disse, mas tenho saudade do tempo em que, outros como ele - que, felizmente!, alguns ainda conheci e com quem trabalhei - faziam dos jornais a sua própria casa, empenhando-se numa luta desenfreada, com todos os prejuízos pessoais que se possam conceber, apenas e só para levar "a" notícia ou "a" reportagem ao leitor. Leitor esse que nos comprava e que, portanto, em última e assumida análise, era o nosso patrão.
O Acácio fazia parte de uma estirpe que não se vergou às prebendas do "jornalismo moderno" (entre aspas, se faz favor), nem se deixou encantar pela sereia dos escudos (ou dos euros!). Acreditava piamente no que fazia em prol do seu semelhante, a maior parte das vezes sem sequer justa retribuição.
Começo a odiar este blogue, que às vezes roça o obituário oficial do meu reino íntimo, mas queria dizer aqui e assinar por baixo que lamento não ter podido aprender mais com o Acácio, como profissional e como cidadão. E, por isso, vou manter o seu número de telemóvel e o seu endereço de correio electrónico na minha agenda de contactos. Quando por lá passar sei que vou sorrir e lembrar-me que tive a sorte de privar, ainda que por breve tempo, com um cidadão de corpo inteiro.
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segunda-feira, outubro 27, 2008
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Tadito...
Não sou nada pró-Obama, nem pró coisa nenhuma que venha daquela banda.
E muito menos penso que também deveria votar nas presidenciais norte-americanas porque, em última análise, o poder da Casa Branca condiciona o poder do meu próprio país, Portugal...
Mas esta madrugada deu-me uma coisa má e... coitadinho daquele senhor velhinho que (dizem) sobreviveu ao Vietname, o de cabelos brancos na foto, esse mesmo, a dizer que não, não Senhor (senhor é o negro à esquerda, na imagem), eu não sou o presidente Bush. Tadito...
Devia ser proibido bater em velhinhos.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
"Sou do Sporting porque apertei a mão ao Jesus Correia!"
Chego atrasado, como muitas vezes me acontece (por falta de tempo, quase sempre), mas esta crónica tem para mim uma ironia ainda mais especial, eu que de sportinguista nada tenho.
Os interessados sobre as últimas de Molero podem ler aqui, ou pedir à Antena 1 o registo magnético de uma entrevista de João Paulo Guerra feita em Agosto deste ano.
Continuo a sentir-me cada vez mais pobre. E tenho saudades do Dinis.
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domingo, outubro 05, 2008
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
A crise só será vencida em democracia
A Câmara de Representantes dos Estados Unidos da América (EUA) “chumbou” o Plano Paulson, apresentado por George W. Bush e abençoado por Barack Obama e John McCain, que pretendia injectar 700 milhões de dólares no sistema financeiro do país.
Aparentemente, foram os próprios republicanos que roeram a corda a Bush/Paulson/Obama/McCain e, sem pestanejar, a democrata Nancy Pelosi, que preside à câmara, foi clara no que disse logo a seguir: “O que aconteceu hoje não pode ficar assim, temos de seguir em frente “. Até o nosso Teixeira dos Santos se apressou a dizer que as autoridades norte-americanas têm a “responsabilidade” de encontrar uma “rápida solução para resolver a crise financeira”.
Não sei o que acontecerá ao longo desta terça-feira, apesar de já estar agendada nova votação crucial para quinta-feira, mas seguramente será algo de dramático para todo o Mundo. Para o melhor e para o pior. Nem faço a mais pequena ideia da “poção mágica” que possa dar, ainda que relativa, tranquilidade às pessoas.
E não deixa de ser curioso que algumas das ideias expressas por pessoas muito responsáveis – George W. Bush, Nancy Pelosi, Barack Obama, John McCain, Teixeira dos Santos... – apontem, sem margem para grandes equívocos, para um caminho de imposição profundamente desrespeitadora dos mais elementares princípios da democracia, para algo que a União Europeia tentou (tentou?) ensaiar na sequência de outro “chumbo”, o “não” da Irlanda ao Tratado de Lisboa.
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terça-feira, setembro 30, 2008
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sábado, 27 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Salva da feitiçaria, graças a Muthee
O pastor Thomas Muthee andou pelo seu país, no Quénia, em busca da fonte da feitiçaria e até encontrou uma "culpada" que acabou expulsa da sua aldeia por ser responsável por uma série de acidentes de viação...
Sarah Palin, candidata republicana à sucessão de Condoleezza Rice na vice-presidência dos Estados Unidos, participou "num acto religioso" em que o dito pastor pede a Deus que a "salve de qualquer forma de feitiçaria"...
É caso para dizer, meu deus, salva-nos destes desfeitiçados (isto se as palavras de Muthee foram ouvidas por Ele), eles são tão estranhos.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
"Europa, Europa"
A única música possível, repetida até à exaustão, depois de "Europa, Europa", de Agnieszka Holland.
Já agora, como foi isto possível???
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segunda-feira, setembro 22, 2008
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sábado, 20 de setembro de 2008
Gratuito financiado com “dinheiro roubado aos bancos”
Um tablóide de 20 páginas e uma tiragem de 200 mil exemplares chamado “Crisi” foi distribuído a 17 de Setembro nas ruas de Barcelona, informando que aquela seria a sua única aparição e que a edição fora financiada por “dinheiro roubado aos bancos”.
O(s) editor(es) da publicação explica(m) no artigo principal que a verba necessária para esta iniciativa foi obtida junto de 39 entidades bancárias através de 68 operações de crédito, ascendendo a 492 mil euros (mais de 500 mil se contarmos com os juros), cedidos sem quaisquer avais ou garantias num contexto de contratação de crédito e que, garante(m), “não serão pagos”.
“Esta é uma demonstração de como a banca promove o endividamento das famílias por cima de qualquer controlo ou de qualquer medida de prevenção de riscos e de sentido comum”, lê-se no “Crisi”, disponível também online, em http://polaris.moviments.net:8000/es/crisi.
Certa de que o caso originará uma queixa-crime, a Federação de Sindicatos de Jornalistas de Espanha (Fesp) considera que, mais insólito do que a confissão do “Crisi” de que não vai pagar a dívida contraída, só mesmo o facto de a iniciativa não ter sido noticiada pelos grandes órgãos, embora isso talvez se deva ao conteúdo da publicação, que contém artigos sobre as relações entre os principais média espanhóis e a banca.
(Texto publicado no sítio do Sindicato de Jornalistas)
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Os que também bramam, mas contra os negros de merda
Ponto um: tenho há muito as maiores dúvidas sobre o papel histórico que representam homens como Hugo Chávez ou Evo Morales. Não me parecem totós de todo - como, muitas vezes, se quer fazer crer -, nem se me afiguram como os iluminados como - outras vezes - são apresentados. Aceito, por isso, a forma simplista como Pacheco Pereira retrata a situação presente.
Ponto dois: o penúltimo parágrafo de um dos posts do Abrupto - "Os homens que bramam contra os ianques de merda" - é muitíssimo bem apanhado, perfeito, justo e equilibrado. Por isso, reproduzo-o aqui, com a devida vénia, mas com o pensamento nos deputados recentemente eleitos em Angola: "É verdade que foram legitimamente eleitos, mas convém lembrar que a democracia para existir não se basta no acto eleitoral, implica respeito pela lei, que eles violam todos os dias, e pluralismo político, que eles esmagam pela prepotência do estado e se for preciso, das massas arregimentadas nas ruas."
Ponto três: vou deduzir, espero que sem precipitações, que os que contribuíram para tão estranho processo eleitoral - incluindo aqui a campanha eleitoral, a votação e o apuramento de resultados - não sejam os que também bramam, mas contra os negros de merda!
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sexta-feira, setembro 19, 2008
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Mais uma que me escapa
Aparentemente, o senhor ministro da Economia, Manuel Pinho, não tem grande margem de manobra para intervir na regulação do preço dos combustíveis. É o que se pode ler aqui.
Levando de boa fé o que dizem os senhores que falam Economês tão bem, ora digam lá, agora, se faz favor, por que motivo o raciocínio não se aplica, também, à Região Autónoma da Madeira? É que, aqui, é um tal de Alberto João Jardim que fixa os preços dos combustíveis.
Outra coisa que também não entendo
O Hélder foi ao site da OPEP e trouxe dois gráficos fabulosos. Vejam bem os valores e as datas, e atenta-se na curvatura da linha média... Dá que pensar, não dá?
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sexta-feira, setembro 19, 2008
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Há qualquer coisa que não entendo
A Administração Bush (sim, por aqueles lados não se diz Governo Bush...) nacionalizou a AIG, para salvar a seguradora da falência e para travar (na medida do possível) o pânico instalado há algum tempo em Wall Street.
Aqui mesmo ao lado, no mesmo dia, o presidente da Confederação Espanhola das Organizações Empresariais pediu "um parêntesis na economia livre de mercado" e exigiu do Governo de Zapatero (sim, aqui não há Administração...) um papel intervencionista para travar a crise.
Como?! Será que os capitalistas (ou os seus representantes) andam a ler Karl Marx?
Para o Alto Hama
Li com atenção (quase) todos os post's do Alto Hama publicados durante a refrega eleitoral em Angola. A muitos abanei a cabeça negativamente, o Orlando foi, em alguns casos, muito além do que deveria, na linguagem, nas análises e na abordagem dos factos, mesmo dando-lhe o desconto que deve ser dado a quem observa a milhares de quilómetros de distância e com milhões de toneladas de amor e saudade no peito.
Hoje tive uma agradável surpresa, encontrei a melhor (mais bem escrita e documentada) reportagem sobre todo o processo eleitoral angolano e como suspeito que o Orlando não dê de imediato com ela aqui ficam os links: aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Evidentemente, a autora tem defeitos e virtudes, como todos nós, ao fim e ao cabo.
Mas a leitura atenta daqueles documentos é imprescindível para comprender muito do que, nas últimas semanas, aconteceu em Angola.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Richard Wright (1943-2008)
A arquitectura não lhe era era uma arte estranha e, talvez por isso mesmo, teve um papel muito importante no "Time", o conceito, ao mesmo tempo, mais geométrico e redondo de toda a obra dos Pink Floyd. Richard Right chegou ao fim da sua caminhada, vencido, aos 65 anos de idade, pela força de um cancro que nunca silenciará os graves, os agudos e, sobretudo, a harmonia de um teclado irrepetível.
Muito daquilo a que se chama o som Pink Floyd a ele se fica a dever. Felizmente, pude vê-lo a actuar em Portugal, numa noite igual a milhares de outras por esse Mundo fora.
Dois anos depois da morte de Syd Barret, o inovador guitarrista elevado à categoria dos génios perdidos (e malditos) à força de tanto Mandrax, os Pink Floyd continuam a ficar mais pobres. É o avanço da marca do tempo, a força que me faz sentir cada vez mais pobre, pobre pela partida de (mais) um que me fez ser homem.
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terça-feira, setembro 16, 2008
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
A pulhice sem nome do jornal "Público"
A capa do jornal "Público" de ontem, dia 3, é um caso de maldade requintada elevada ao sublime extremo da pulhice inqualificável sob o manto da aparente ingenuidade. O seu conteúdo e a sua imagem não são aqui reproduzidos deliberadamente - há atitudes que merecem o desprezo total, outras há que devem ser admiradas e seguidas, outras ainda que não suscitam comentários nem reflexão, e outras, por fim, que podem e devem ser mais ou menos aplaudidas ou rejeitadas, consoante os casos. A capa em questão é aviltante e, portanto, merece total reprovação pessoal.
Vejamos. Manchete a toda a largura da página: "Prisão de Paulo Pedroso obriga Estado a pagar a maior indemnização de sempre". Pós-título: "Sentença da Relação de Lisboa realça "erro grosseiro" que causou sofrimento para "toda a vida"". Imediatamente a seguir, também de lado a lado, lê-se "Ciência - Instabilidade amorosa dos homens é genética, diz novo estudo sueco", em título inserido na foto de um nu frontal da antiguidade grega recortado em pormenor, apenas tornando visível parte de uma mão, a linha de cintura e metade das coxas e, claro, o pénis e respectivos testículos.
A decisão do Tribunal da Relação de Lisboa - que, em primeira instância, dá razão à ilegalidade da prisão preventiva de Paulo Pedroso no âmbito do caso Casa Pia - merece o respeito de quem respeita todas as outras decisões da Justiça, mesmo aquelas que nos parecem menos justas. E, honestamente, eu não sei se esta decisão é justa, não tenho sequer competências para discutir tais coisas, e por esse lado dou-me por muito feliz. O que me faz infeliz é a associação indecorosa de uma notícia que iliba um homem - que, à época, tinha justificadas e legítimas ambições pessoais de carreira profissional e política nos órgãos do Estado ou de representação externa de Portugal - de várias acusações de abuso sexual ao pénis da Grécia antiga que, como se sabe, foi fértil em casos de homosexualidade com direito a relatos e reflexões, inclusive, na Bíblia. Nenhuma mente ingénua aguenta, sem um esgar malicioso, tão casual associação. Nem aquelas que acreditam piamente numa das mais conhecidas máximas do Padre Américo, precisamente!, essa que diz não existirem meninos maus...
O caso é grave. Em 2003, Portugal viveu dias de absoluta excepcionalidade, como aqui ficam retratados: há jovens que se diziam sexualmente abusados, há um homem, Paulo Pedroso, que foi destruído em público, há uma direcção política que foi literalmente decapitada. Se houve, ou não, cabala, está por demonstrar, embora do ponto de vista político esteja pessoalmente convicto dela, e estou à vontade para o afirmar até porque nunca, sequer, me senti próximo do Partido Socialista. Mas, cinco anos depois o que sobressai aos olhos das pessoas que passam nas ruas? Fica para a História a capa de um "jornal de referência", tido, até por mim!, como muito relevante para a Imprensa portuguesa, que pisa o risco, ultrapassa todas as marcas e, seguramente, também vai sair incólume deste "erro grosseiro".
Vejo aqui, portanto, um caso simbólico de pulhice inominável no rosto impávido e sereno de quem diz respeitar, e faz publicar!, princípios éticos. As picardias e as maldades fazem-se, claro está: nenhum jornalista está acima da sua própria natureza, enquanto ser humano. Mas sob o disfarce da interpretação dos factos não nos devemos ultrapassar a nós próprios, sob pena de perdermos, no imediato, a dignidade com que logramos construir o capital (humano, intelectual, ético e material) de que, afinal de contas, nos julgávamos feitos.
Enquanto assim for, passem bem sem mim.
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quinta-feira, setembro 04, 2008
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segunda-feira, 1 de setembro de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
A imagem que fica de Pequim
A menina da foto é linda e tem uma voz magnífica. Chama-se Yang Peiyi e foi a voz da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Há quem queira ter-lhe inventado dois "problemas" - rosto arredondado e dentição irregular -, mas é tudo uma treta medonha que os senhores do marketing-&-quejandos -lá-do-sítio inventaram em nome dessa coisa fantástica que os tempos modernos (o capitalismo?) inventaram: a imagem.
Esta é, por isso, a imagem que, para mim, fica de Pequim. A menos que a Vanessa e o Obikwelu consigam aviar a concorrência toda sem a deixar respirar...
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quarta-feira, agosto 13, 2008
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domingo, 10 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
Não me apetece ir procurar uma imagem de Moita Flores!
Anda meio mundo blogueiro nacional preocupado em saber se a Câmara Municipal de Santarém tem um presidente ou se a Câmara Municipal de Santarém tem um comentarista em permanência na SIC.
Percebo a questão, e também percebo que estamos a falar de crime, sangue, aquela coisa gordurosa a escorrer, a vermelho, apelativa e horrorosa, pelos cantos da boca quando nos enviam um sopapo bem aviado pelo olhos dentro, mas também não perco de vista que o distrito de Santarém é aquela coisa ali entalada no mapa entre Castelo Branco, Leiria, Lisboa e Setúbal, o que quer dizer isso mesmo, emparedada.
Gosto de ouvir o moço, bem parecido, verbo fácil, ar simpático, afável, quase familiar, com ideias académicas muito interessantes sobre a morte, e continuo sem esquecer que o homem cujo nome encabeçou a lista do PSD vitoriosa nas últimas autárquicas no concelho de Santarém representa mais de 28 mil cidadãos.
Os escalabitanos (e a rapaziada dos blogues) que me desculpem, mas o homem não deve ter muito que fazer... Claro que estou a avaliar pelas preocupações do meu presidente de Junta de Freguesia, que tem de dar conta de outros 48 mil cidadãos, que ainda por cima descarregam em cima dele as frustrações diárias de quem não se revê na Câmara Valentim Loureiro (há quem chame ao dito cujo 3.º barão de S. Cosme, mas isso é coisa que poderei explicar noutra altura) e que elegeram um Executivo de Junta PS, que fez um acordo pós-eleitoral com o Bloco de Esquerda...
Isto é, e por exemplo, se Marco Martins, de Red River Town!, percebesse algo de qualquer-coisa-não-interessa-o-quê já teria conseguido um lugar de comentarista, sei lá!, no Porto Canal (o quê?!?!?!), ao mesmo ritmo em que as opiniões de Moita Flores nos soariam a letra de música na telenovela da TVI (na SIC?, na RTP?). Mas como não sabe, declaradamente, ficamos a ver o Moita Flores a dizer que, ele sempre disse!, os pais-da-Maddie-têm-rabos-de-palha ou, em alternativa, que aqueles moços brasileiros do assalto ao banco coisa-e-tal, eu bem que vos tinha avisado, e por aí fora.
Grande país este.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Ainda bem que não é o mesmo...
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, é um homem que os tem no sítio, aos ditos cujos que aqui não são explicitados, apenas, por decoro. Parabéns ao Governo, parabéns a Rui Pereira, ainda bem que não é o mesmo que, há pouco mais de um mês, permitiu que o país ficasse virado do avesso.
sábado, 19 de julho de 2008
Desculpem qualquer coisinha
Hoje vou andar por aqui, algures no inferno...
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sábado, julho 19, 2008
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Marcadores: Música, Outra vida, Pessoal
A batida do coração
Phil Collins, Chester Thompson e Bill Bruford...
É para ouvir - desculpem pelo corte abrupto! - a batida original, a batida do coração!
P.S.: Gustavo!, ainda vou conseguir alguém com ritmo para Setembro... Nem que tenham de ser estes gajos...
terça-feira, 15 de julho de 2008
Vem aí
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terça-feira, julho 15, 2008
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Marcadores: Mundo, Política, Portugal, Socialismo 2008
sábado, 12 de julho de 2008
O verdadeiro artista...
Procurava no Google uma imagem para um post sobre demagogia & eleitoralismo by José Sócrates. Admito que, por momentos, hesitei...
Primeiro, encontrei esta imagem...
(a de um homem triunfador e confiante)
Depois fui dar com esta...
(a de um homem indignado que não vê o seu esforço reconhecido nem os arguemntos entendidos)
Admiti como hipótese, de seguida, que pudesse estar a ser injusto...
(e encontrei um homem a meio caminho entre a fanfarronice e o forte aborrecimento, coitado!)
Mas, eis se não quando...
(encontro o mesmíssimo homem realmente chateado, com todas "aquelas" letras começadas por éfe...)
A seguir...
(dei de caras com um homem determinado no seu desígnio)
E, por fim, fez-se luz!: é mesmo esta a imagem que me faltava!!!
(Encontrei "o" verdadeiro demagogo em pessoa!)
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Pecado capital
O "voyeurismo" pacóvio é o pecado capital do Jornalismo!
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quinta-feira, julho 10, 2008
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Marcadores: Circo, Insólito, Jornalismo, Portugal
Outra vez vez... circo!
Os títulos das jornais, às vezes até que têm graça..
Ah, ah, ah, ah, ah...
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quinta-feira, julho 10, 2008
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Marcadores: Circo, Jornalismo, Política, Portugal
400 milhões de buracos negros!
2883 caracteres vazios de ideias...
Rui Rio só poderá consegui-lo!
E quais são, afinal, as p*«»... das perguntas?!?!?!
Tudo lido, de fio a pavio..., e quais são, afinal, as p*«»... das perguntas?!?!?!
Circo
O senhor Teixeira diz que vai pedir explicações ao próprio e o senhor Pinho diz que a ASAE terá de dizer das suas. Ambos se esquecem das Finanças - do Fisco, senhores -, mas nós pagamos!!! Mesmo que a menina da bilha não vá lá a casa... Como é divertido este país.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
10 parágrafos de boa reportagem
Aqui fica a ligação para 10 parágrafos de boa reportagem, um naco de prosa tirado do caso mais vulgar do Mundo em pouco mais de duas ou três horas. Lê-se, fica-se a saber o essencial, a leitura é rápida e encadeada (até parece que o homem estava lá na hora certa, mas garanto não porque fumava um cigarro comigo a céu aberto) e ainda salpica a emoção dos minutos do horror. Os jornais precisam disto como de pão para a boca. E os seus leitores também.
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quarta-feira, julho 09, 2008
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